quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O PROJETO VIDA DO SOLO VAI ATÉ ICHU E PREPARA AGRICULTORES PARA PRODUZIREM COM BASE AGROECOLOGICA.

PROJETO AGUA NA ESCOLA FINANCIADO PELA PEPICICO CERÁ CONSTRUIDO 16 SISTERNAS NO MUNICÍPIO DE ICHU-BA ( texto ichu notícia )

Ainda na sexta-feira com o tema principal voltado a estiagem na região, algumas dicas foram abordadas sobre água, subsolo, conhecimentos sobre plantas, e foi citado como exemplo  o umbuzeiro que pode armazenar 3.000,litros de água numa arvore adulta.

Elaborar e implementar uma política de ações produtivas para as famílias de agricultores e agricultoras familiares do semiárido brasileiro e em especial em Ichu, está sendo a proposta da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) que através da parceria com a APAEB realizou entre os dias 07, 08 e 09, treinamentos com agricultores familiares do nosso município atingidos pela longa estiagem.
O encontro aconteceu no povoado do Licuri e contou com a participação da comunidade, alé do representante da APAEB de Serrinha, o senhor José Roberto.
Uma das principais temáticas abordada foi o incentivo da construção de Cisternas de produção e de consumo para captação e armazenagem de água da chuva, como também algumas técnicas de plantio ensinada aos agricultores familiares.
Na sexta-feira dia 08, a reunião começou com um vídeo onde ensinava os métodos de sobrevivência  no semiárido, o vídeo também mostrou as técnicas de plantio, já que moramos numa região muito seca também foram mostrado a importância das construções de aguadas.
A comunidade por sua vez falou de sua experiência, e como era a comunidade a 20 anos atrás, onde segundo eles já ouve um grande avanço embora reconheçam que falta melhorar muito.
Já no sábado outras temáticas voltadas a AGROECOLOGIA que consistem em uma produtividade com prevenção ao meio ambiente foi destacado pelo palestrante Abelmanto Carneiro de Oliveira. Ele ressaltou a importância de se produzir na terra sem prejudica-lo, com ações simples que consequentemente nos garante uma melhor qualidade de vida com alimentações mais saldáveis.
A intenção do movimento segundo o palestrante, é mostrar ao agricultor que em pequenas propriedades pode se viver bem, bastando apenas uma transformação nas mentalidades das pessoas dentro do contexto agroecológico, e isso já está sendo feito nas palestras que vem acontecendo nem só em Ichu como também em outros municípios, destacou.
Ele também lembrou outros projetos como UMA TERRA E DUAS ÁGUAS, projeto AGUADAS, ÁGUAS PARA TODOS, MAIS ÁGUA dentre outros que faz parte da transformação do semiárido em um lugar bom para se viver.
 A agricultora Maria Alves Conceição da Silva, mais conhecida como dona Deinha (52 anos) que mora no povoado do Licuri, achou muito importante a palestra que aconteceu nesses três dias, segundo ela vários assuntos abordados ela não sabia e agora ficou sabendo.
Ela disse ainda que se impressionou bastante com a técnica ensinada para fazer hortas, e a utilização da palma torrada para alimentação das galinhas, porcos, ovelhas e bois. Ela garante que vai passar para todos seus famíliares e para os vizinhos sobre o que tem aprendido no encontro. Ela ressalta que alguns experimentos vai realizar em breve, principalmente do adulbo a partir das fezes dos animais e também da farinha de palmas para alimentos de animais.
Nesta segunda-feira dia 11 no programa Ichu Notícias da Rádio Independente FM, você confere a entrevista realizada com Abelmanto o palestrante do evento, além da entrevista com dona Deínha do Licuri que falou das técnicas que aprendeu no encontro. O programa vai ao AR a partir do meio dia.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

AS 20 LIÇÕES DO AGRONEGÓCIO PARA A RIO+20
 CAPRINOS
A menos de 100 quilômetros dali, em Riachão do Jacuípe, o pequeno produtor Abelmanto Carneiro, de 39 anos, garante sua produção de caprinos e ovinos com as cisternas obtidas pelo P1+2. Com elas, ele conseguiu não só desafiar a seca, como também fez bom proveito dela. Por preços bem inferiores, comprou 14 cabeças de produtores que se desfizeram dos animais por falta de alimento na seca. O novo rebanho, além das 40 cabeças que já criava, tem garantido ao produtor uma média de 7 litros de leite diariamente. “Comprei por R$ 300 cada cabra de leite, que custa R$ 1.200. Me preparei para isso”, conta. Para ampliar o rebanho num período crítico, Carneiro estocou 1,5 tonelada de alimento para os animais durante o último inverno. A dieta das cabras – composta por palhada de milho, farelo de palma, mandacaru desidratado, capim, sorgo e sementes – vem toda da propriedade.
Embora caprinos e ovinos sejam mais adaptáveis à seca em relação aos bovinos, a maioria dos produtores da região resiste em adotar as criações. A situação começa a mudar depois do trabalho de conscientização do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do município, com auxílio da ONG Movimento de Organização Comunitária (MOC). “Mas ainda são menos de 50% dos produtores que criam. Estão começando a ver que a cultura gasta menos e se adapta melhor à seca”, afirma o presidente do sindicato, Renivaldo Miranda.
      Além das cisternas conquistadas via P1+2, Carneiro conta ainda com reservatórios de água que ele mesmo construiu. A propriedade de 10 hectares tem hoje capacidade para armazenar quase 1,9 milhão de litros de água. “E eu não penso em parar por aí”, revela.
       A chuva ainda não deu sinais de aparecer na região com força para reabastecer os reservatórios, mas o produtor já tem planos para a próxima estiagem. Quer aumentar a estrutura para estocar alimento animal para adquirir novas cabeças e está construindo outra para fazer o confinamento dos ovinos para abate. “Quando chove, a gente tem excesso de alimento que não consegue aproveitar”, explica.
      Quase metade do município vive da produção agropecuária – 14 mil dos 33 mil habitantes. Mas ainda são apenas 20 as cisternas calçadão construídas pelo P1+2 em Riachão do Jacuípe. A ousada meta de construção de 1 milhão de cisternas para consumo deve ser atingida até 2014, segundo previsão estipulada pela presidente Dilma Rousseff, com o apoio do programa Água para Todos. (Fonte Globo Rural)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

CONSEITO DE UMA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL


  A agricultura sustentável prossegue três objetivos principais: 
   a conservação do meio ambiente,
   unidades agrícola  lucrativas, e a criação de comunidades
   agrícolas prósperas. Estes objetivos têm sido definidos de
   acordo com diversas filosofias, práticas e políticas,
   tanto sob o ponto de vista do agricultor como do consumidor. 
Refere-se, portanto, à capacidade que uma determinada
unidade agrícola (ou, numa perspectiva global, o próprio
planeta) tem de continuar a produzir, numa sucessão sem
 fim, com um mínimo de aquisições do exterior. As plantas
cultivadas dependem dos sais minerais presentes no solo e
           na água, do ar e da luz do sol como recursos para produzir o seu próprio alimento através da
           fotossíntese. Esse alimento (o amido, e não só) é também a base da alimentação humana.
           Quando é feita a colheita, o agricultor está a recolher aquilo que foi permitido à planta produzir
           com os recursos que tinha à sua disposição. Recursos esses que
           têm de ser repostos para que o ciclo de produção continue. Caso contrário, existe a sua exaustão
           e a terra torna-se estéril. Ainda que a luz do sol, o ar e a chuva estejam, praticamente, disponíveis
           na maior parte das localizações geográficas do planeta, os nutrientes presentes no solo são
           facilmente exauríveis. Resíduos das plantas cultivadas, o azoto fixado por bactérias que vivem em
           simbiose na raiz de algumas leguminosas, ou o estrume dos animais criados nas unidades
           agrícolas consideradas são alguns dos meios possíveis para repor os sais minerais
           necessários ao desenvolvimento de novas colheitas. O próprio trabalho agrícola, executado
           pelo ser humano, de forma autónoma ou com a ajuda da tração animal deve ser contabilizado
           nesta perspectiva de "reciclagem" energética, já que se pode supor que estes se podem
           alimentar exclusivamente do que é produzido na unidade agrícola. A aquisição de produtos ou
           serviços exteriores à unidade agrícola, como fertilizantes para as plantas ou combustível
           fóssil para máquinas reduz a sustentabilidade, já que torna a comunidade dependente de
           recursos não-renováveis e pode incorrer em externalidade negativa. Quanto maior for a
           autonomia da unidade agrícola, ao não necessitar de aquisições exteriores no sentido de manter
           os mesmos níveis de produção, maior será o nível de sustentabilidade do seu sistema de produção.
               




domingo, 3 de fevereiro de 2013

AGROECOLOGIA: PROCESSOS ECOLÓGICOS EM AGRICULTURA SUSTENTÁVEL.

Os conceitos da agroecologia podem ser aplicados em qualquer sistema e escala de produção, o projeto VIDA do SOLO vem observando e desenvolvendo técnicas  e se dedica ao ensino com aulas práticas nas áreas rurais valorizando o homem no espasso em que vivem tornando-o e preparando para o convivio no ambiente, diante de suas pesquisas e experiências de produção agroecológica na agricultura local nos sistemas de produção em pequenas propriedades rurais, do manejo agrícola tradicional ao convencional.
O projeto VIDA do SOLO nota que a agroecologia vem  buscando princípios para uma resposta do entendimento de como funcionam a natureza e os sistemas naturais. Essa resposta posiciona diante da Ecologia uma ciência que oferece muitos conhecimentos, metodologias de entendimentos de como funciona a natureza, de como a natureza se manteve depois de tanto tempo e como se adapta às mudanças com o tempo também. Vem trazendo esses conceitos e conhecimentos à agricultura buscando sempre parceria com outras organizações para uma perspectiva de novos conhecimentos.
Para o projeto vida do solo, a agricultura moderna, num certo grau, perdeu sua base ecológica. O que se vê é que agroecologia está oferecendo à sociedade uma forma de reintroduzir as bases ecológicas. Assim, ela reflete a aplicação dos conceitos e princípios ecológicos no desenho e manejo de agroecossistemas  sustentáveis. No tocante à agricultura sustentável, para o projeto vida do solo, esta seria uma agricultura que protege a base dos recursos naturais e permite uma economia viável e também propõe um aspecto social justo e aberto com todos que fazem parte do ambiente. Uma das principais críticas feitas à agroecologia é de que não seria possível produzir alimentos para todos se a produção for ecológica. Mas, para  mim  há duas formas de contestar essa crítica. Pode-se perguntar se a agricultura convencional está levando alimento à mesa das famílias e produzindo alimentos suficientes para todos. Há muita fome no mundo. Para se ter uma ideia  a agroecologia é realidade. Segundo os conhecimentos que vêm sendo desenvolvidos, é possível produzir mais em menos áreas com o enfoque agroecológico do que pelo enfoque convencional, porque o convencional sempre vai pensar no mercado externo. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

SINECOLOGIA


sinecologia  é o ramo da ecologia que estuda as comunidades1, ou seja, as relações entre os indivíduos de várias espécies e o meio em que eles vivem. Ao contrário da ecologia clássica (autoecologia), voltada para o estudo dos indivíduos, a sinecologia objetiva compreender a influência da dinâmica das populações por meio do estudo das relações entre os indivíduos de uma espécie e os fatores ambientais, nos ecossistemas e nas próprias comunidades. A sinecologia aborda também, os conceitos relacionados à transferência de energia e matéria nos ecossistemas (ciclos tróficos e de biomassa
Assim como o termo autoecologia, o termo sinecologia foi utilizado pela primeira vez botânico Carl Schroter (Die Vegetation Des Bodensees, 1902) e adotado durante o III Congresso Internacional de Botânica de Bruxelas (1910), mas ainda como um campo pouco explorado devido às restrições teóricas existentes na época. Apenas com o surgimento da concepção holística que culminou na Teoria Geral dos Sistemas publicada por Bertalanffy em 1968, e das descobertas nas áreas eletrônica e atômica é que a sinecologia passou a contar com os instrumentos necessários para estudar sistemas complexos e iniciar sua fase experimental.
Em 1974 durante o I Congresso Internacional de Ecologia a sinecologia é defendida como o único escopo verdadeiro da ecologia. No entanto, também é admitida a dificuldade ainda existente em se realizar estudos que adotem essa abordagem, ressaltando a realidade de que o estudo das comunidades, na maioria dos casos, resume-se, praticamente, a mera compilação de dados colhidos de forma independente.
Mesmo assim, o estudo das comunidades continua como princípio fundamental para a compreensão dos sistemas ecológicos e das comunidades que, segundo a teoria geral dos sistemas, possui características genuinamente novas que existem apenas em níveis superiores, de maior complexidade, e não no nível dos indivíduos, as chamadas características emergentes. Sendo assim, algumas propriedades dos ecossistemas não poderiam ser entendidas através apenas do estudo de suas partes constituintes, mas exigiriam uma abordagem integrada.
Na prática a sinecologia atualmente divide-se em duas abordagens: a estática e a dinâmica. A primeira, também chamada de sinecologia descritiva, busca obter conhecimentos sobre a composição, frequência, distribuição e outras características dos grupos, o que faz através do estudo descritivo destes grupos em um ambiente determinado. Já a sinecologia dinâmica, ou sinecologia funcional, tem seu foco voltado para a descrição dos grupos a suas inter-relações (inclusive dos indivíduos) sob um aspecto dinâmico, podendo ainda subdividir-se no estudo da composição das comunidades (agrupamentos de indivíduos), ou no estudo da estrutura destas comunidades (em botânica, por exemplo: estruturas arbóreas, herbáceas e etc.).
1 Conjunto de populações que habitam uma mesma área ao mesmo tempo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

UMA REFLEXÃO SOBRE O PROJETO VIDA DO SOLO.

 O projeto vida do Solo ao longo do tempo tem sido um marco pra comunidade de Mucambo como todo o Nordeste, é preciso que as pessoas neste momento façam um raio X, em 08 de maio de 2004 uma iniciativa foi tomada de um agricultor familiar humilde, corajoso e determinado com uma perspectiva de criar uma nova forma de fazer agricultura, com isso trazendo um outro olhar com técnicas simplificada e adaptada a realidade do Semiárido e a caatinga, desde 2004 se teve a ideia de trabalhar crianças e adolescentes da comunidade formando e construindo futuros agricultores e isso vem repercutido a todo o Estado da Bahia sendo visto em outros como sergipe, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e pernambuco e vem criando influência em outros países, hoje vejo Mucambo uma comunidade fazendo história construindo conhecimento transformando a mente de muitas pessoas especialmente de agricultores.  
Quero neste momento socializar aos amigos que amanhã dia 10 quinta-feira estarei recebendo um jornalista da Holanda pra fazer uma matéria sobre a seca e como estou convivendo com ela, o foco é as atividades do projeto Vida do Solo saber como funciona o projeto, e a comunidade de Mucambo foi escolhida para este momento divulgar as simples tecnicas na qual permite viver bem mesmo com este problema cíclico, motivo de muito orgulho.É asim a história do projeto vida do solo precisamos muito de apoio de parceria venha você tambem junte-se a nós faça diferente.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Reaproveitando a Agua de uso domestico


Saneamento

O saneamento e a saúde humana, desde tempos remotos, possuem estreita relação. O saneamento desenvolveu-se de acordo com a evolução das diversas civilizações, ora retrocedendo com a queda das mesmas, ora renascendo com o aparecimento de outras.
Atualmente, cerca de 84,4% da população brasileira é atendida com água encanada e 59,1% com redes coletoras de esgotos*. O déficit existente está concentrado basicamente nas periferias e zonas rurais pobres.
Verifica-se um claro exemplo de injustiça ambiental, pois os impactos da falta de estrutura sanitária recaem de maneira desproporcional sobre populações mais vulneráveis. É de amplo conhecimento que no Brasil as doenças resultantes da falta ou da inadequação de saneamento, especialmente em áreas pobres, têm agravado o quadro epidemiológico. Males como a cólera, dengue, esquistossomose e leptospirose são exemplos disso.
Investir em saneamento é a única forma de se reverter o quadro existente. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde afirmam que cada R$ 1,00 (um real) investido no setor de saneamento, economiza-se R$ 4,00 (quatro reais) na área da medicina curativa.
Além disso, a falta de esgotamento sanitário adequado prejudica o meio ambiente, contaminando solos, rios, lagos e lagoas. A descarga de esgotos tratados de modo convencional em lagos, reservatórios e estuários acelera o processo de eutrofização. A deterioração da qualidade da água, assim resultante, interfere no reuso indireto para abastecimento público e atividades recreativas. Os prejuízos causados ao corpo receptor e, em consequências à população podem ser reduzidos com a implantação de sistemas eficientes de tratamento de água e de esgoto.

sábado, 22 de dezembro de 2012

FRATERNIDADE E A VIDA NO PLANETA.

                                      FRATERNIDADE, E O QUE É A VIDA?

Faça você tambem 

     Abordar um tema como este é chamar a uma reflexão muito profunda sobre as transformações que o nosso planeta vem sofrendo principalmente no que se refere ao clima. Existe um pensamento que diz o seguinte: “deus perdoa sempre a humanidade,  mas a natureza nunca o perdoa ’’ estamos vivenciando nos últimos anos a fúria da natureza provocada pela ação inconsequente do ser humano. A devastação da natureza , o aumento da poluição, a exploração dos recursos naturais, tudo isso causa um impacto terrível no meio ambiente e a resposta da natureza é rápida e assustadora . Basta ver as tragédias que acontecem por toda parte .De um lado gente morrendo milhares soterrados pelos deslizamentos das encostas ou levados pelas enchentes. Do outro lado vidas sendo ceifadas pelo fogo ou pela seca. E diante de tudo o que acontece , a humanidade muitas vezes , para não assumir seu próprio erro , ainda culpa DEUS . Porem somos nós mesmos os culpados por todas essas reações agressivas da natureza. Deus entregou ao homem , um verdadeiro paraíso , mas o homem , movido pelo egoísmo e impulsionado pelo consumismo , em nome do progresso , vem destruindo a natureza e provocando a sua fúria, certo de que a fraternidade nunca existiu na humanidade, não consegue relacionar-se com todos os seres A vida nunca foi respeitada como devia ser, hoje temos que pensar no significado da vida assim como o profeta Isaias, muito antes da vinda de Cristo, já havia profetizado; veja o que ele disse: “A terra será totalmente devastada inteiramente pilhada porque o senhor assim o decidiu. A terra está na desolação, murcha; o mundo definha e esmorece, e os chefes do povo estão aterrados. A terra foi profanada por seus habitantes, porque transgrediram as leis, violaram as regras e romperam a aliança eterna. Por isso a maldição devora a terra e seus habitantes expiam suas penas; os habitantes da terra são consumidos, um pequeno numera de

domingo, 16 de dezembro de 2012

ALERTADO EM 2007 SOBRE A SECA, AGRICULTOR ESTOCOU ALIMENTO E ÁGUA E SE MANTÉM PRODUTIVO

 



Mesmo diante de uma das mais longas estiagens dos últimos 30 anos, o agricultor baiano Abelmanto de Oliveira mostra que com boas ideias e coragem é possível conviver com a seca, criando animais adaptados ao clima Semiárido
No ano de 2007, o agricultor baiano Abelmanto Carneiro de Oliveira viajou ao Juazeiro da Bahia para o (irpaa) para participar de um encontro, (escola de convivencia com o semiárido). Foi lá que ouviu dizer que no meado do anos de 2011 a 2012 uma estiagem braba estava pra vir, onde seria difíceis para as populações que habitam o Semiárido brasileiro. O recado serviu como um alerta de tsunami para quem vive em regiões suscetíveis a este tipo de fenômeno da natureza. Contrário à onda gigante que varre cidades inteiras, o Semiárido foi varrido pela falta de chuvas. Porém, a seca que é evidenciada como uma das piores dos últimos 30 anos, não afligiu tanto assim Abelmanto. Dotado de conhecimento e tecnologias sociais de convivência com a região, o agricultor garantiu estocagem de água e alimentos para os animais e de consumo próprio. A atitude de Abelmanto comprova o quanto é possível se preparar para os períodos de estiagem, investindo na estocagem.
Agricultor Abelmanto enfrenta estiagem com estocagem de água e alimentos. | Foto: Arquivo Asacom
 Ele conta que na comunidade de Mucambo, no município de Riachão do Jacuípe, na Bahia, a ultima chuva que caiu com intensidade foi em Outubro de 2010, choveu 56 milímetros. Muito pouco para uma região onde se espera chover cerca de 800 milímetros por ano. Hoje, ele tem na propriedade de 10 hectares as tecnologias emplantada cisterna-calçadão, cisterna de consumo humano, barreiro comum, barraginha sucessiva, barragem subterrânea e barreiro trincheira. “ Tenho uma capacidade de armazenar 1,868 milhão de litros de água. Essa água serve para manter o consumo de 55 cabeças de animais (caprinos e ovinos) e a produção de alimentos para a familia e tambem aos animais”, conta. Quando perguntado sobre o gado em suas terras, Abelmanto diz ter optado por manter o que dá mas certo para criar na região. “A convivência é assim: tem que tirar aquilo que não dá e manter aquilo que é possivel se adaptar com a região. Tenho investido muito em animais pequenos que me garante o leite para comer isso com um custo menor de manutensão”. A criação está sendo alimentada com o estoque de palma, feno e mandacaru.
Abelmanto também criou um sistema de produção de biogás, o chamado biodigestor. Com a junção de esterco dos animais e das cascas das frutas deixadas na fabricação de polpas, passou a produzir biogás e biofertilizante. Nada se perde desde agosto, não precisa mais se preocupar com gás para cozinhar os alimentos que vão para a mesa da família.
“Estou tentando passar isso para as outras famílias. Minha casa se tornou um centro de aprendizagem. Aqui damos aulas práticas de campo com crianças e adolescentes. Hoje suspendi por causa das dificuldades da seca”, revela. Quando questionado sobre o que os agricultores/as e povos do Semiárido devem fazer para conviver com os períodos de longa estiagem, ele diz: “o primeiro passo a dar é ir em busca do conhecimento, que vale tudo, [com ele] você consegue qualquer coisa. Depois, é regaçar as mangas e partir para estocar água e alimentos para esse período. Quando você acredita, arregaça as mangas, dá certo. Digo que é posível e é capaz quando as pessoas quer”, conclui.
O pensamento do agricultor é reforçado pela coordenadora executiva da ASA, Valquíria Lima, que diz que a convivência com o Semiárido esta intimamente ligada a capacidade de estocar: água, alimentos, sementes e conhecimentos. Assim, é possível estimular um novo olhar sobre a convivência que tenha na cultura da estocagem a base para o desenvolvimento das ações.
“Estocar água para o consumo humano, para a produção de alimentos da família e dos animais e estocar conhecimentos. E aprender a poupar. No Semiárido precisamos poupar água que é a base de tudo. Por isso, nosso incentivo aos intercâmbios de experiências, as vivências e os aprendizados que são coletivos e individuais. A convivência com o Semiárido passa por uma nova forma de olhar a realidade, interpretá-la, conhecê-la e ir experimentando a diversidade e fortalecendo a cultura de estocagem no Semiárido brasileiro”, avaliou.

Comunidade se fortalece na seca
Desde o início desta estiagem, as famílias de Mucambo se fortaleceram em grupo e conquistaram benefícios para a comunidade. Foi através do Projeto de educação Ambiental VIDA do SOLO que veio a parceria com o (SENAR). Serviço Nacional de Aprendizagem Rural hoje a comunidade deu um grande passo deu oportunidade para quatro famílias produzirem bolos, doces, almoços e lanches a partir de produtos da agricultura familiar. Durante seis meses de trabalho, serão fornecidas 1.200 quentinhas de almoços (cada quentinha será vendida por R$ 7,95) e lanches (cada um a R$ 1,95) para os cursos desenvolvidos pelo SENAR na região. O lucro garantirá o sustento das famílias em tempos de estiagem.
A Associação também já conquistou outros benefícios como aquisição de trator, cisternas, bombas e barreiro trincheira, além de eletricidade para 66 famílias. O salto adiante é para se constituir como uma cooperativa, passar a emitir nota fiscal e construir uma sede própria. “Estamos otimistas, pois somos capazes de produzir e comercializar. Hoje eu sou um articulador da comunidade, pelo conhecimento que adquiri. Aqui ainda existe a cultura de não fazer estoque. Mas eu sempre digo: gente, o caminho é esse. Comecei a fazer algo para dizer que isso é possível. É possível viver com simplicidade na nossa região”, conta orgulhoso Abelmanto  (Texto tirado da
Asacom)

sábado, 1 de dezembro de 2012

PROJETO VIDA DO SOLO

No proximo dia 04 o projeto Vida do Solo estara recebendo a visita de americanos (EUA) a visita é de fato conhecer a vida de como se vive no semiárido e uma das comunidades escolhida é a comunidade de Mucambo indicada pelo MOC, o grupo estarás conhecendo uma experiência em Araci logo após a comunidade de Mucambo conhecendo o projeto Vida do Solo.

 Há 6 ou 7 anos atras quando o senhor começou o projeto, e ninguem o acreditava e achavam que o senhor estava sonhando, e sofria com preconceito por falar em seus projetos e falava da importancia da caatinga no semi arido , uma pessoa humilde que mora em uma comunidade que ninguem conhecia e agora foi colocado no mapa do Brasil, graças a seu trabalho,você é uma pessoa de sucesso que corre atras do que quer,e não ouve o que os outros dizem, Abel você está de parabéns, que Deus te ilumine sempre, e que você continue levando o nome do Riachão pro Brasil inteiro.( Depoimento Diogo Santos)
Bombas Malhação gera emprego e renda para famílias na comunidade de Mucambo, desta vez vai para Rio Grande do Norte são 67 unidades contratadas pela FETRAF. É o projeto vida do solo mostrando sua capacidade de transformar a realidade do semiárido, isso mostramos que com simplicidade podemos viver bem e o Projeto vem mostrando isso para todas as pessoas, fico muito feliz na pessoa de seu idealizador (Abel) precisamos muito de seu apoio para que o projeto cheguem a outras comunidades.

Agradeço amigos por todas esta força que nos deste, você companheiro reconhece o quanto este projeto significa para nós familias Jacuipense, especialmente a comunidade de Mucambo sei q chegarmos lá não é tão facil mas acredito que um dia o Projeto Vida do Solo sera reconhecido não por ser uma coisa de Abel mas por ser um instrumento de transformação social, ambiental e uma forma de fazer uma agricultura muito mais sustentavel.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

ALÉM DA IMPORTÂNCIA BIOLÓGICA, A CAATINGA APRESENTA UM POTENCIAL ECONÔMICO AINDA POUCO VALORIZADO


A caatinga é tida como o único bioma exclusivamente brasileiro. Sua biodiversidade de espécies vegetais e animais são, na maioria, exclusivas dessa área de 740 mil Km², que ocupa 11% do Território Nacional. Essa extensão abrange oito estados da região Nordeste e o Norte de Minas Gerais. É um bioma composto por uma enorme variedade de arbustos como angico, aroeira, umburana, juazeiro, catingueira e tantas outras espécies. Os cactos, presentes em toda a vegetação, são plantas geralmente pequenas e formadas de espinhos. Além das plantas, animais mamíferos a exemplo do tatu, preá, tamanduá, mocó e repteis como cobras, lagartos ou camaleões, mostram que vivem perfeitamente adaptados ao ambiente da caatinga. As espécies vegetais passam boa parte do ano hibernando ou adormecidas, uma das estrategia de convivencia assim é o plano da NATUREZA, quando adormece gasta menos energia e espera as chuvas que geralmente ocorre entre os meses de outubro a março, período em que ocorre a grande mudança na paisagem
Caatinga do Tupi-Guarani: caa (mata) + tinga (branca) = mata branca, é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta.     
Além da importância biológica, a caatinga apresenta um potencial econômico ainda pouco valorizado. Em termos forrageiros, apresenta espécies como o pau-ferro, a catingueira verdadeira, a catingueira rasteira, o incó, o mororó e o juazeiro que poderiam ser utilizadas como opção alimentar para caprinos, ovinos, bovinos e muares. Entre as de potencialidade frutífera, destacam-se o umbu, o araticum, o jatobá, o jabuticaba e o licuri e, entre as espécies medicinais, encontram-se a aroeira, a braúna, o quatro-patacas, o pinhão, o velame, o marmeleiro, o angico, o sabiá, o jericó, entre outras.

domingo, 11 de novembro de 2012

O projeto de Educação Ambiental VIDA do SOLO vai ate Sergipe,

 O projeto de Educação Ambiental VIDA do SOLO na pessoa de seu idealizador vai a Monte Alegre  e também  ao município de Porto da Folha Estado de Sergipe, a ideia era conhecer as experiências dos agricultores desta região e voltei muito feliz e por duas razões, uma de chegar e encontrar famílias aproveitando melhor os ricursos disponivel na propriedade transformando degetos bovinos e de ovinos para produzir biogás, a outra de saber que foi através de uma visita ao sitio demonstrativo do projeto VIDA do SOLO que despertou esta familia e teve a ideia de construir seu proprio sistema de produção de biogás um biodigestor, contente de meu dever cumprido pois realizei o sonho de uma das família do outro lado sim em Sergipe la estava  um sistema o biodigestor onde encotrava com algumas pendencias de funcionamento, e conseguimos deixar funcionando isso significa que a ideia do biodigestor já esta se tonando realidade é fruto do projeto de Educação ambiental Vida do Solo sendo experimentado lá no Estado de Sergipe  na comunidade Lagoa da Volta em Porto da Folha.

O projeto Vida do Solo na pessoa de seu idealizador fica muito feliz de saber que as tecnicas desenvolvida aqui sendo disseminada em outros lugares coisas simples que ajuda muito o povo do sertão do semiárido. Multiplicar conhecimento é um dos objetivos do projeto Vida do Solo a maior dádiva de generosidade de cooperação e solidariedade é o principal papel do projeto de Educação Ambiental e de um bom cidadão exercendo sua cidadania isso se faz com muito carinho.

sábado, 10 de novembro de 2012

DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS

Os produtos da Agricultura Familiar a maior parte deles são Orgânico isso contribui muito para diminuir os desperdícios

O QUE NÓS PODEMOS FAZER PARA EVITAR OU DIMINUIR O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS


• Evite a compra de mês. Melhor realizar as compras com mais frequência, porque despensa lotada, quase sempre, acumula produto fora da validade. O hábito comum durante a inflação deve ser deixado para trás. Além de evitar o excedente, a "compra de picadinho" possibilita o consumo de alimentos mais frescos.
• Os vegetais (frutas, legumes e verduras) são perecíveis e devem ser consumidos sem muita demora. Por isso, o consumidor não deve se envergonhar por comprar esses produtos por unidade, um hábito comum nos países europeus.
 • Ao buscar os alimentos orgânicos apenas em supermercados o consumidor fica mais suscetível a compra de outros itens por impulso. A compra de alimentos orgânicos por encomenda direta do agricultor ou em feiras facilita o planejamento e o controle das quantidades e da variedade a ser consumida. Essa sugestão também se aplica aos alimentos convencionais.
 • Sempre que possível aproveite as folhas, os talos, as cascas e sementes dos vegetais, sobretudo quando estes forem orgânicos. Estas partes podem ser refogadas e misturadas ao arroz ou entrar na composição de bolinhos fritos ou tortas assadas, por exemplo. A casca de ovo, por exemplo, é rica em cálcio e, depois de triturada, pode ser misturada à farinha de bolos ou pães. Já o vinho azedado, em vez de ir direto para o ralo, pode funcionar bem como vinagre nas saladas a sementes da abobora quanto sementes de melancia um estimulante natural.                                                                                                     Precisamos conhecer a importância da vida do solo para a Agricultura.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A CAJÁ É UMA FRUTA DA FAMILIA Anacardiaceae RICA EM CAROTENÓIDES AÇUCARES E VITAMINAS A e C.

FRUTO DA CAJÁ
A cajazeira é uma fruteira da família Anacardiaceae, explorada extrativamente, cujos frutos são nuculânios amarelos, de sabor agridoce, perfumados, ricos em carotenóides, açúcares, vitaminas A e C, denominados de taperebá, cajá-mirim ou cajá e muito utilizados na alimentação humana. Os problemas mais limitantes ao cultivo da cajazeira são a inexistência de clones recomendados para cultivo comercial e o elevado porte da planta. A cajazeira enxertada sobre umbuzeiro apresenta compatibilidade e afinidade entre as partes enxertadas e pouco interfere na forma de crescimento da planta, que é muito semelhante à de planta oriunda de semente, ou seja, tendência em formar caule de haste única e copa alta. A cultura ainda exige estudos sobre as modalidades e épocas de realização das podas para o controle do crescimento da planta e formação de copas que se enquadrem dentro de modelos de exploração intensiva.
Cajá - taperebá

A polpa de cajá além de possuir um gosto original, por conter cálcio, fósforo, ferro e vitaminas A, B e C, é eficaz contra infecções e importante na função da retina. É um fruto rico em betacaroteno, composto que atua na proteção da pele e mucosa.

Composição Nutricional do Fruto da Cajá (média em 100 g)
Cálcio
56,0 mg
Fósforo
                      mg
Calorias
46,0 cal
Proteínas
0,2 g
Carboidratos
12,4 g
Vitamina A
mg
Ferro
0,3 g
Vitamina B1
 mg
Fibras
1,1 g
Vitamina B2
 mg
Lipídios
0,3 g
Vitamina C
 mg