quarta-feira, 8 de maio de 2013

CONHECENDO MELHOR OS VEGETAIS LEGUMES E VERDURAS QUE PRODUZIMOS

Tomate  
Nutrientes: fonte abundante de licopeno. Boa quantidade de potássio, sódio, fósforo, cálcio, magnésio, ferro, fibras, vitamina C e betacaroteno                                                                                                          
O que acontece com ele ao:
Cozinhar: perde para a água parte da vitamina C. Mas, com a adição de azeite, a absorção do licopeno pelo organismo é favorecida                               

Assar: ativa-se o licopeno                            
Fritar/refogar em óleo: a absorção do licopeno é melhor                  Esquentar no micro-ondas: perde-se o licopeno – sua molécula é oxidada                                       
Congelar e descongelar: não há perdas significativas   

Beterraba                                
 Nutrientes: ferro, ácido fólico, potássio, vitaminas A, C e do complexo B O que acontece com ela ao: Cozinhar: perde-se muito potássio e há aumento do índice glicêmico 
Assar: ocorre perda de minerais como o ferro e de vitaminas C e B, além de ácido fólico. Mas há melhora na absorção da vitamina A                                  
Fritar/refogar em óleo: elevam-se o valor calórico e o índice glicêmico                                                      
Esquentar no micro-ondas: a perda de nutrientes é menor em comparação com o preparo no forno convencional                                                                       
Congelar e descongelar: o processo aumenta a quantidade de fibras


Brócolis                                                               
Nutrientes:vitaminas A e C e antioxidantes, como glicosinolatos e betacaroteno. Grande quantidade de vitaminas do complexo B, enxofre, cálcio, ferro, zinco, ácido fólico e potássio                                   O que acontece com eles ao: Cozinhar: no vapor, não há perda de vitaminas nem de antioxidantes. Na água, boa parte das vitaminas é eliminada                                                          Assar: perdem-se minerais como ferro, cálcio e enxofre. Mas o calor do forno favorece a absorção da vitamina A                                                             Fritar/refogar em óleo: não há perda de nutrientes. Além disso, como os glicosinolatos são mais liberados na gordura, a fritura facilita sua absorção pelo organismo                                                                                                       Esquentar no micro-ondas: a perda de vitaminas B e C ocorre em menor escala do que no cozimento ou ao forno                                                               
Congelar e descongelar: as perdas não são significativas



terça-feira, 30 de abril de 2013

28/ de ABRIL DIA NASCIONAL DA CAATINGA

A caatinga é um bioma exclusivamente Brasileiro e nos dias de hoje está sendo ameaçada de extinção pelo ação antrópica . Veja, temos apenas 1% de área de proteção da região da caatinga e isto significa que se não cuidarmos bem do nosso Patrimônio , Em breve teremos uma caatinga trasformada em deserto e isso já está acontecendo .E o que será de nossas espécies se este bioma desaparecer para sempre?, È por isso que temos que nos preocupar mais em preservar este bioma . A caatinga é um exemplo de caracterização do meio abiótico (clima,topografia,condições edáficas a caatinga tem uma extenção muito grande e está em extinção ou seja está ameaçada, algumas pessoas dizem parabens caatinga mais não consegue valorizar o grande potencial encontrado na caatinga.
O Nordeste brasileiro tem a maior parte de seu território ocupado por uma vegetação adaptada às condições de aridez (xerófila), de fisionomia variada, denominada “Caatinga”. Geograficamente, a Caatinga ocupa cerca de 11% do território nacional, abrangendo os estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Minas Gerais. Na cobertura vegetal das áreas da região Nordeste, a Caatinga representa cerca de 800.000 km2, o que corresponde a 70% da região. Este ecossistema é extremamente importante do ponto de vista biológico, pois é um dos poucos que tem sua distribuição totalmente restrita ao Brasil.
De modo geral, a Caatinga tem sido descrita na literatura como pobre e de pouca importância biológica. Porém, levantamentos recentes mostram que este ecossistema possui um considerável número de espécies endêmicas, ou seja, que ocorrem somente nesta região, e que devem ser consideradas como um patrimônio biológico de valor incalculável.
Quanto à flora, foram registradas até o momento cerca de 1000 espécies, estimando-se que haja um total de 2000 a 3000 plantas. Com relação à fauna, esta é depauperada, com baixas densidades de indivíduos e poucas espécies endêmicas. Apesar da pequena densidade e do pouco endemismo, já foram identificadas 17 espécies de anfíbios, 44 de répteis, 695 de aves e 120 de mamíferos, pouco se conhecendo em relação aos invertebrados. Descrições de novas espécies vêm sendo registradas, indicando um conhecimento botânico e zoológico bastante precário deste ecossistema, que segundo os pesquisadores é considerado o menos conhecido e estudado dos ecossistemas brasileiros.
Além da importância biológica, a Caatinga apresenta um potencial econômico ainda pouco valorizado. Em termos forrageiros, apresenta espécies como o pau-ferro, a catingueira verdadeira, a catingueira rasteira, a canafistula, o mororó e o juazeiro que poderiam ser utilizadas como opção alimentar para caprinos, ovinos, bovinos e muares. Entre as de potencialidade frutífera, destaca-se o umbú, o araticum, o jatobá, o murici e o licuri e, entre as espécies medicinais, encontra-se a aroeira, a braúna, o quatro-patacas, o pinhão, o velame, o marmeleiro, o angico, o sabiá, o jericó, entre outras. Caatinga um ecossistema menos preservado e um dos mais degradados.
Como conseqüência desta degradação, algumas espécies já figuram na lista das espécies ameaçadas de extinção do IBAMA. Outras, como a aroeira e o umbuzeiro, já se encontram protegidas pela legislação florestal de serem usadas como fonte de energia, a fim de evitar a sua extinção. Quanto à fauna, os felinos (onças e gatos selvagens), os herbívoros de porte médio (veado catingueiro e capivara), as aves (ararinha azul, pombas de arribação) e abelhas nativas figuram entre os mais atingidos pela caça predatória e destruição do seu habitat natural.



sábado, 27 de abril de 2013

PARA O PROJETO VIDA DO SOLO CONCIÊNCIA ECOLOGICA É UMA EDUCAÇÃO DIFERENCIADA

Educação Ambiental: A educação torna-se a ferramenta mais eficaz para uma mudança de comportamento e para o despertar de uma nova consciência. Sensibilizados com a atual situação ”ambiental” e comprometidos com a nossa geração e com as gerações futuras, propomos atividades de forma participativa, o que traz a oportunidade de vivenciar uma relação mais integrada à natureza, impulsionando ativamente a consciência ecológica. Oferecemos a realização de vivências, cursos, oficinas, palestras, estágios.
Tendo como principal objetivo a difusão de conhecimentos, oferecemos um programa de visitação na área experimental do Projeto de Educação Ambiental Vida do Solo, destinado a uma promoção de conhecimento quanto ensino a grupo de pessoas interessadas, onde temos a oportunidade de visualizar de perto alguns dos sistemas em desenvolvimento, com o intuito de impactar positivamente o ecossistema local e as pessoas que com ele se interrelacionam.  Buscamos sempre abordar os conhecimentos teóricos através das atividades práticas, promovendo ações integradas e interativas com o meio ambiente (Espaço em que vivemos), adotando sempre como ferramenta a percepção ambiental, responsável por nos apercebermos enquanto seres vivos, capazes de transformar o ambiente e/ou ser por ele transformado.  Conheça mais sobre o projeto

A pedagogia
Dentre os vários métodos para a educação ambiental, a prática da interação com o espaço em que vivem uma paisagem natural e os sistemas agroecológicos, traz a oportunidade de realizar um trabalho conjunto e dinâmico no despertar da consciência ambiental. A vivência na área experimental do projeto vida do solo – Tem uma expansão em tecnologias ecológicas e social propõe um conjunto de atividades fundamentadas na leitura da paisagem natural e a sua relação com os sistemas de produção em desenvolvimento. Integrando informação e vivência participativa, dois recursos importantes que movimentam a ação, ensino/aprendizagem, a dinâmica se mostra altamente capaz de atuar como uma forma de educação inovadora, intitulada



domingo, 7 de abril de 2013

IMPORTANCIA DAS FRUTAS E HORTALIÇAS

Hortaliças e Frutas - Informações Interessantes

* Cores e Pigmentos

A variedade de cores das frutas e hortaliças são devidas a basicamente três grandes grupos de pigmentos: clorofilas (verdes), carotenóides (do amarelo claro ao alaranjado e até mesmo vermelho) e os flavonóides, que compreendem as antocianinas (do vermelho ao azulado), as antoxantinas (do branco ao amarelo claro) e as betalaínas (arroxeadas). Os vegetais são assim coloridos para atrair os animais que, enquanto se alimentam de partes das plantas, comtribuem para a polinização e dispersão das sementes, garantindo sua perpetuação. Vários pigmentos possuem funções no organismo humano sendo antioxidantes, pró-vitaminas (presursores de vitaminas) e alguns, como o licopeno (de cor vermelha, presente no tomate) estão sendo estudados por possuirem várias funções preventivas no organismo.

*A Clorofila é a Mudança de Cor nas Hortaliças CozidasA clorofila é formada por um conjunto de átomos de carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, chamado porfirina, que possui um átomo de magnésio no centro. Os tipos principais são a clorofila A e a B, sendo que a primeira é azul-esverdeada e a segunda é verde-amarelada, e as plantas possuem diferentes taxas das mesmas, que determinam sua cor característica. O calor modifica as moléculas de clorofila e se o vegetal for ligeiramente ácido (geralmente a maioria é) os átomos de magnésio podem ser substituídos por átomos de hidrogênio, transformando as clorofilas em feofitinas (A clorofila A vira um feofitina verde-acinzentada e a clorofila B uma verde-oliva). Como, de uma forma geral, a clorofila A é predominante e passa por essa tranformação mais rapidamente a cor resutante de uma hortaliça verde que foi submetida a calor excessivo é verde-acinzentada.
- Como minimizar essa mudança:
- O modo mais prático e correto é cozinhar o menos possível as hortaliças, pois assim menos clorofila se transformará em feofitina.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Agricultura Orgânica é também base para Convivência com o Semiárido

Praticada a partir de qualquer modo de irrigação, a agricultura orgânica tem ganhado cada vez mais a adesão de agricultores e agricultoras do Semiárido. Os projetos com os quais o Irpaa trabalha tem procurado incentivar esta prática, que, além de ser ambientalmente sustentável, reduz os gastos necessários à produção.
Agricultura Orgânica é também base para Convivência com o Semiárido Na região do São Francisco, esta ação se faz cada vez mais necessária, pois à medida que a agricultura irrigada se desenvolveu, convencionou-se que o uso de fertilizantes e defensivos químicos era uma prática necessária ao bom rendimento da produção. Esta prática então se expandiu, mas pouco se pensou nos prejuízos trazidos ao meio ambiente e às pessoas de um modo geral. O uso de agrotóxicos contribui para a compactação e perda de nutrientes da solo, tornando a terra, com o passar do tempo, contaminada e improdutiva. Além do solo, causa também danos à saúde humana, tanto de quem produz quanto quem consome os alimentos.
 Ao contrário desta prática, que além dessas desvantagens traz também um alto custo financeiro para os produtores, a produção de adubos e defensivos orgânicos aproveita recursos muitas vezes existentes em abundância nas propriedades. Relacionando a produção animal e vegetal, os produtores podem preparar compostos e biofertilizantes que podem agir como repelentes, inseticidas, fungicidas ou adubos que fortalecem a planta e permitem a produção de alimentos saudáveis.
, depende da preparação e aplicação correta, respeitando a necessidade da planta e a dosagem adequada de cada produto.
 A prática da agricultura orgânica pode acontecer tanto na agricultura irrigada quanto de sequeiro e nos diversos modo de trabalho, desde a agricultura familiar, comunitária, como nos sistemas de meeiro ou patronal.
 Conheça alguns importantes adubos ou defensivos que podem ser facilmente produzidos a partir de algumas orientações técnicas:
ESPECIFICAÇÃO
AÇÃO
ORIENTAÇÕES


Esterco (possui todos os nutrientes que as plantas precisam)




Deixa a terra mais fofa para facilitar a infiltração da água e circulação de oxigênio, o que permite uma melhor ação dos microrganismos.
Antes de aplicar nas plantas        curtir o esterco por uma média de 30 dias, molhando e revolvendo uma vez por semana. Nesse período ocorre a fermentação, que se for feita junto a raiz da planta esta pode morrer devido ao calor da fermentação.

Biofertilizante (Adubo líquido)
Pode ser usado como pulverizador para controle de insetos e fungos causadores de doenças.
Deve ser curtido também por 30 a 45 dias e aplicado apenas 20% da capacidade de um pulverizador, completando-o com água.


Urina de vaca (Adubo folear)
Nutre a planta e atua como repelente de insetos nocivos ao desenvolvimento da mesma.
Após 3 dias de colhida (tempo para fermentação) deve ser aplicado 200 ml diluídos em 20 litros de água. Após a fermentação tem validade de 1 ano e pode ser aplicada no solo ou diretamente nas plantas.

Nim (frutas ou folhas verdes)
Usada no controle de mais de 400 tipos de pragas (Fungicida, inseticida, repelente)
Bate com água em pilão ou liquidificador. Para fazer a aplicação 2 quilos de frutas ou folhas verdes devem ser diluídos em 15 litros de água. Só pode ser armazenado por até 3 dias.

terça-feira, 2 de abril de 2013

DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS

Os principais sintomas de deficiência nutricional, fatores associados e medidas de correção são relacionados a seguir. A falta ou insuficiência de nutrientes debilita e atrasa o desenvolvimento das plantas, que passam a apresentar sintomas de deficiência nutricional.  Nitrogênio: A exigência do elemento é maior nos primeiros estádios de crescimento. Em sua falta ou insuficiência, o crescimento da planta é retardado e as folhas mais velhas tornam-se verde-amareladas
Se a falta do nutriente for prolongada, toda a planta apresentará esses sintomas. Em casos mais severos, ocorre redução do tamanho dos folíolos, e as nervuras principais apresentam uma coloração púrpura, contrastando com um verde-pálido das folhas. Os botões florais amarelecem e caem. As condições que predispõem à deficiência são: insuficiência de fertilizante nitrogenado, baixo nível de matéria orgânica no solo, elevado nível de matéria orgânica não decomposta no solo, deficiência de molibdênio (Mo), compactação do solo, intensa lixiviação e seca prolongada. A correção faz-se pela aplicação de nitrogênio, preferencialmente na forma nítrica, em cobertura ou foliar.
Fósforo: A deficiência de fósforo é observada com freqüência em solos de baixa fertilidade e nos que possuem elevada taxa de adsorsão desse nutriente, como os solos de cerrados.
taxa de crescimento das plantas é reduzida desde os primeiros estádios de desenvolvimento (Figura 2). As folhas mais velhas adquirem coloração arroxeada, em razão do acúmulo do pigmento antocianina (Figura 3). Em estádios de desenvolvimento mais tardios, as folhas apresentam áreas roxo-amarronzadas que evoluem para necroses. Essas folhas caem prematuramente, e a planta retarda sua frutificação. A absorção de fósforo pelo tomateiro é afetada principalmente pela concentração de fósforo na solução do solo. A acidez ou a alcalinidade do solo, o tipo e a quantidade de argila predominante, o teor de umidade, a compactação do solo, o modo de aplicação dos fertilizantes e as temperaturas baixas na fase de emergência das plantas também afetam a absorção desse nutriente. A correção do solo pode ser feita preventivamente com a aplicação de adubo fosfatado antes do plantio.
Potássio: É o nutriente mais extraído pelo tomateiro. A deficiência de potássio torna lento o crescimento das plantas; as folhas novas afilam e as velhas apresentam amarelecimento das bordas, tornando-se amarronzadas e necrosadas (Figura 4). O amarelecimento geralmente progride das bordas para o centro das folhas. Ocasionalmente verifica-se o aparecimento de áreas alaranjadas e brilhantes. A falta de firmeza dos frutos, em muitos casos, é também devida à deficiência de potássio.
O teor de potássio no solo, a taxa de lixiviação, a calagem excessiva ou a presença de altos teores de cálcio, magnésio e amônia no solo afetam a disponibilidade de potássio para a planta. A correção pode ser feita com a adubação em cobertura de sulfato ou cloreto de potássio, seguida de irrigação. Cálcio: O sintoma característico da deficiência de cálcio inicia com a flacidez dos tecidos da extremidade dos frutos, que evolui para uma necrose deprimida, seca e negra (Figura 5). O sintoma é conhecido como podridão estilar ou "fundo-preto". Em condições em que ocorrem períodos curtos de deficiência – principalmente quando ocorrem mudanças bruscas de condições climáticas –, observam-se tecidos necrosados no interior dos frutos, cujo sintoma é conhecido como coração preto (Figura 6). Eventualmente verificam-se, em condições de campo, deformações das folhas novas e morte dos pontos de crescimento.                      Geralmente, qualquer fator que diminua o suprimento de cálcio, ou interfira em sua translocação para o fruto, pode provocar deficiência.
Assim, fatores como irregularidade no fornecimento de água, altos níveis de salinidade, uso de cultivares sensíveis, altos teores de nitrogênio, enxofre, magnésio, potássio, cloro e sódio na solução do solo, pH baixo, utilização de altas doses de adubos potássicos e nitrogenados – principalmente as fórmulas amoniacais – e altas taxas de crescimento e de transpiração contribuem para o aparecimento do sintoma.
Previne-se a deficiência de cálcio com a aplicação adequada de corretivos e com a adoção de um manejo eficiente de irrigação, evitando que a planta sofra estresse hídrico, principalmente nas fases de florescimento e crescimento dos frutos. A correção da deficiência é feita com pulverização foliar de cloreto de cálcio a 0,6%, dirigida às inflorescências. Magnésio: A deficiência de magnésio é bastante comum em plantações de tomate e caracteriza-se por uma descoloração das margens dos folíolos mais velhos, que progride em direção à área internerval, permanecendo verdes as nervuras (Figura 7). Quando a deficiência é mais severa, as áreas amarelas vão escurecendo, tornando-se posteriormente necrosadas. Sintomas causados por infecção de vírus podem ser confundidos com deficiência de magnésio Solos ácidos, arenosos, com alto índice de lixiviação e altos níveis de cálcio, potássio e amônio afetam a disponibilidade de magnésio. Previne-se a deficiência com a aplicação adequada de calcário dolomítico ou de sulfato de magnésio (30 kg/ha) no solo, antes do plantio. A correção pode ser feita com pulverização foliar de sulfato de magnésio a 1,5%. A aplicação foliar conjunta de uréia favorece a absorção de magnésio.
Enxofre: Os sintomas de deficiência de enxofre são semelhantes aos de nitrogênio, ou seja, as folhas apresentam coloração verde-amarelada. Entretanto, neste caso, as folhas novas são as primeiras a serem afetadas. As plantas deficientes geralmente apresentam o caule lenhoso, duro e de pequeno diâmetro. As condições que promovem a deficiência de enxofre são as mesmas relatadas para o nitrogênio, acrescidas de excessivo uso de "adubos concentrados", normalmente sem enxofre. Não há necessidade de adubação específica para fornecimento de enxofre. Em casos especiais, a utilização de gesso agrícola, na dosagem de 800 kg/ha, aplicado antes do plantio, juntamente com a calagem, ou a aplicação de sulfato de potássio ou de magnésio, no plantio, previnem a deficiência.
     





sexta-feira, 22 de março de 2013

Dia Mundial da Água: cisternas contribuem para melhoria da qualidade de vida no Semiárido
Mesmo com a seca, ainda há gente que não troca a propriedade no sertão por um lugar onde chova mais. Nesta sexta-feira (22) em que se comemora o Dia Mundial da Água, proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) reforça o compromisso de universalizar o acesso à água para as famílias mais pobres do Semiárido. Até 2014, o MDS investirá R$ 705 milhões na construção de cisternas de placas para captação e armazenamento de água na região.

Com o Programa Água para Todos, o governo federal quer que os agricultores familiares do Semiárido deixem de percorrer quilômetros com baldes e tonéis ou abandonem suas terras no período de seca. As cisternas de captação de água e as tecnologias para produção estão garantindo a permanência das famílias e a convivência com o Semiárido.

O agricultor Abelmanto Carneiro de Oliveira é uma dessas pessoas. Com a mulher e a filha, ele tem uma propriedade de 10 hectares na Comunidade de Mucambo, a 16 quilômetros do município de Riachão do Jacuípe (BA). Antes de ter a primeira cisterna, construída em 2004 com recursos próprios, a família bebia água de um tanque de barro que também era destinada aos animais. Em 2008, o agricultor construiu uma nova unidade de captação e armazenamento de água, com apoio do MDS.

O sertanejo aprendeu a conviver com a estiagem rotineira, a garantir a segurança alimentar e nutricional de sua família e a aproveitar melhor o período escasso de chuva. Nos poucos dias que chovem no Semiárido, as pessoas têm que encher as cisternas, açudes e outras tecnologias para consumo, irrigação e criação de animais. “A chuva vem de uma vez e de forma irregular. Só faz água mesmo a chuva de verão, aquela de trovoada, entre novembro e dezembro. E, às vezes, só chove dois dias nesse período”, conta o agricultor.

Além de plantar e criar cabras e ovelhas, ele vende a produção excedente ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). “Aqui é um lugar bom de viver, é um paraíso, mesmo com as dificuldades. Quem sabe conviver com a falta de água, acaba sendo um vencedor.”

domingo, 10 de março de 2013

VISITA EXITOSA NO SITIO DEMONSTRATIVO DO PROJETO VIDA DO SOLO EM MUCAMBO

Foto: Chegada da visita exitosa no sitio demonstrativo do projeto VIDA do SOLO em Mucambo, a FETAG Bahia realiza um de seu intercambio com os agricultores do municípios de Santa Barbara, Agua Fria e Feira de Santana para conhecer as técnicas aqui usadas.Chegada da visita exitosa no sitio demonstrativo do projeto VIDA do SOLO em Mucambo, a FETAG Bahia realiza um de seu intercambio com os agricultores dos municípios de Santa Barbara, Agua Fria e Feira de Santana para conhecer  
 as técnicas aqui aplicadas.
Momento em que apresentavamos a prática sobre nutrição das plantas, nutrientes onde os vegetais exigem em grandes quantidades e onde encontrar a disponibelidade desses nutriêntes na propria propriedade, sistema de produção.
Foto: Momento em que apresentavamos a prática sobre nutrição das plantas, nutrientes onde os vegetais exigem em grandes quantidades e onde encontrar a disponibelidade desses nutriêntes na propria propriedade, quanto também conhecer o sistema radicular de uma planta, o pessoal aproveitaram bastante e entenderam que é necessario pará pra conhecer melhor o seu sistema de produção.Quanto também conhecer o sistema radicular de uma planta, o pessoal aproveitaram bastante e entenderam que é necessario pará pra conhecer melhor o seu sistema de produção.
O projeto Vida do Solo vem construindo cidadania e transformando a agricultura em uma agricultura sustentavel com base na agroecologia, vem reconstruindo o espasso em que vive em um espasso harmonioso.

sábado, 9 de março de 2013

DIA DE CAMPO SERA REALIZADO COM 65 AGRICULTORES DO RECÔNCAVO BAIANO

Foto: conhecendo as tecnologias de captação de agua são sistema de barraginhas sucessivas para agua subterranea.     Amanhã o projeto Vida do Solo estará realizando um dia de campo com 65 agricultores do recôncavo baiano, são agricultores acompanhados pela FETAG Bahia na chamada publica de ater onde será uma grande troca de experiência entre agricultor e técnicos, é mais uma vez o projeto vida do solo construindo cidadania e transformando o semiárido em uma agricultura com base na agroecologia, venham conhecer também as tecnologias de captação de agua emplantadas no sitio demonstrativo são sistema de barraginhas sucessivas para reabasticer as aguas subterranea.
Foto: Apresentando a bomba MALHAÇÃO com sua capacidade de vasão, fiquei hoje muito contente a EMBRAPA de Cruz das Almas na pessoa de Dr: Marcelo Ribeiro Romano realizou um teste de vasâo da bomba Malhação foi mesmo supreendente 1.320 litros por horas podendo chegar a 1.480 me trás muita segurança ai esta eu mostrando pra todos o funcionamento.A bomba MALHAÇÃO é auvo com sua capacidade de vasão, fiquei hoje muito contente a EMBRAPA de Cruz das Almas na pessoa de Dr: Marcelo Ribeiro Romano realizou um teste de vasâo da bomba Malhação foi mesmo surpreendente 1.320 litros por horas podendo chegar a 1.480 me trás muita segurança ai esta a demonstração pra todos como funcionam. Abel e Jacira idealizador do projeto agradece.

O MÉRITO RECONHECIDO PELA ASA BRASIL.


Presados amigos quero neste momento socializar com todos vocês.
Hoje uma reporte da Asacom, (assessoría de comunicação da ASA Brasil em Recife na pessoa de Veronica me traz um notícia fabulosa), recebi hoje à tarde por telefone uma proposta pra concorrer a um premio destaque como um dos agricultores que aprendeu de verdade a conviver com o semiárido e concorrendo com mais dois agricultores de Pernambuco, fico feliz, pois estou representando a Bahia, é isso que Abel vem fazendo, quem sabe serei o vencedor! O prémio vem da ideia de uma rede de revista publicando as ideias e as inovações encontradas no semiárido brasileiro, motivo de muuuuuito orgulho pra quem reconhece o mérito, agradeço por todos que me apoiaram e se eu conquistar será em homenagem a todos vocês.

terça-feira, 5 de março de 2013

A contribuição dos organismos que vivem no solo:

   
 A agricultura é a arte de colher o sol. Esta frase, divulgada nos cursos de Agronomia, expressa o quanto a agricultura depende de fenômenos e elementos naturais mais do que qualquer outra atividade econômica conhecida. Isso ocorre porque a produção agropecuária depende de uma capacidade especial que só os vegetais possuem dentre todas as espécies vivas: a de sintetizar seu próprio alimento. Porém, assim como todos os demais seres vivos, as plantas também precisam de água e nutrientes minerais que são retirados pelas raízes do solo. Entretanto, somente as plantas podem “fabricar” as substâncias orgânicas que necessitam para sua nutrição e o fazem através de um processo bioquímico chamado de fotossíntese, o qual depende da energia do sol para acontecer. Fotossíntese pode ser definida como uma complexa cadeia de reações, realizada através da energia luminosa absorvida por pigmentos especiais (como a clorofila), que resulta na síntese de compostos orgânicos (açúcares) a partir de gás carbônico e água(Modesto & Siqueira, 1981:13.9). Todos os demais compostos essenciais para estrutura e metabolismo celular da planta são produzidos através desses compostos orgânicos resultantes da fotossíntese. E como todos os organismos vivos dependem dos vegetais para sobreviver, podemos dizer, que a vida na Terra depende do processo de fotossíntese para existir. É esta energia do sol condensada e sintetizada nos tecidos vegetais em compostos orgânicos que torna os alimentos combustíveis para o crescimento e desenvolvimento de todas as espécies no planeta. Contudo, essa energia não fica estanque nos corpos dos animais que se alimentam das plantas: ela vai sendo gradativamente dissipada na medida em que um animal consome outro até a morte e a degradação dessa matéria orgânica pelos organismos chamados de decompositores. É sobre a importância desses e de outros organismos que vivem nos solos que vamos tratar. Os fungos e bactérias decompositores desempenham um papel fundamental na reciclagem dos elementos químicos na natureza. Eles se nutrem dos cadáveres de plantas e animais, decompondo-os, ou seja, transformando as substâncias orgânicas desses corpos em outras mais simples, posteriormente reutilizadas para a síntese de novas moléculas orgânicas. Se não ocorresse esse reaproveitamento de elementos químicos ao longo das gerações, em breve se esgotariam os recursos naturais existentes para constituir novos seres vivos. Nesse sentido, a vida está continuamente sendo recriada, a partir dos mesmos átomos(Amabis & Martho, 1994).  Além de decomporem a matéria orgânica e permitirem a reciclagem de minerais nos ecossistemas ao longo dos séculos, os microorganísmos (fungos, bactérias e algas) e também aqueles visíveis a olho nu (minhocas, formigas, cupins, coleópteros, etc) realizam uma série de atividades fundamentais para a sobrevivência de plantas e animais.  No solo as principais atividades dos organismos são, a decomposição da matéria orgânica, produção de húmus, reciclagem de nutrientes e energia, fixação de nitrogênio atmosférico, produção de compostos complexos que causam agregação do solo, decomposição de alguns compostos poluentes e controle biológico de pragas e doenças. A seguir, serão apresentados alguns exemplos da contribuição desses organismos para a agricultura orgânica. A contribuição dos organismos que vivem no solo: alguns exemplos As minhocas ao cavarem galerias pelos solos, favorecem a passagem de ar e água no interior deste, tornando os solos mais porosos e facilitando a penetração das raízes das plantas no mesmo. Ao se alimentarem da matéria orgânica no solo e de minerais, as minhocas também contribuem para aumentar a fertilidade dos campos cultivados, visto que podem produzir até 18.000 Kg de dejetos por hectare. Estes resíduos do trato digestivo das minhocas contém grandes quantidades de nitrogênio ( na forma de nitrato), cálcio. Magnésio, potássio e fósforo, assim como pH favorável ao desenvolvimento e nutrição das raízes das plantas cultivadas. Essa influência benéfica das minhocas é importantíssima para a agricultura nos trópicos, visto que os solos das regiões tropicais são naturalmente mais pobres em nutrientes minerais que os das regiões mais frias do planeta.  Além disto, não apenas as minhocas, mas também os cupins e as formigas ao manipularem, ingerirem e excretarem material de solo, ajudam a formar microagregados e a construir poros, tornando a estrutura do solo mais resistente aos processos naturais de erosão pelos ventos e chuvas. Deste modo, podemos dizer que a disponibilização de nutrientes feita pelas minhocas e outros seres vivos é um valioso serviço para incrementar a fertilidade e melhorar a estrutura física dos solos tropicais, tornando as propriedades agrícolas menos dependente de práticas como a aração ou de insumos (adubos, sais minerais) externos. Buscando fortalecer a biodiversidade presente no solo, os agricultores orgânicos aplicam uma série de técnicas para incrementar a matéria orgânica nos 30 cm superficiais do solo, onde a concentração desses organismos vivos é imensa. Outra contribuição importante é a das bactérias do gênero Rhizobium. Elas podem viver livremente no solo, porém, quando as plantas da família das leguminosas estão presentes, estas bactérias preferem se associar às raízes das plantas. Elas habitam as raízes das leguminosas, formando nódulos que podem ser vistos a olho nu como pequenas bolinhas, nas quais vivem milhares de bactérias. Em troca de açúcares e outros nutrientes que as leguminosas lhe fornecem, as bactérias do gênero Rhizobium captam o nitrogênio do ar e disponibilizam para suas plantas hospedeiras, numa relação em que os dois organismos se beneficiam e que é chamada de “mutualismo” pela biologia. Sem a presença destas bactérias, as leguminosas não teriam capacidade para captar sozinhas o nitrogênio da atmosfera e teriam seu desenvolvimento limitado pela falta deste nutriente essencial, presente nas moléculas das proteínas. Dependeriam, portanto, exclusivamente da adubação feita pelo agricultor, o que implicaria em maiores custos para a produção de alimentos e também em indesejáveis efeitos ambientais, como a poluição das águas subterrâneas pelo uso de adubos sintéticos de alta solubilidade. Além disto, se a adubação for realizada com estes fertilizantes altamente solúveis o custo energético para o planeta é alto: em geral se gasta 02 L de petróleo (recurso natural não renovável) para se produzir 01 L de nitrato, matéria-prima dos adubos que fornecem nitrogênio às plantas (Paschoal, 1994)  Além de realizarem o trabalho de captação do nitrogênio do ar a custo zero para os agricultores, quando as leguminosas morrem e se decompõem na lavoura (restos das culturas após a colheita), o nitrogênio volta a ficar disponível no solo para os próximos cultivos, fechando o ciclo da fixação biológica (feita pelas bactérias) e do aproveitamento de nitrogênio na agricultura.  Certas espécies de fungos existentes no solo também contribuem com algumas espécies comerciais (milho, feijão, maçã e morango), fornecendo água e minerais em troca de uma dieta de açúcares. Estes fungos possuem estruturas especiais chamadas de micorrizas que se conectam às raízes das plantas pelo lado de fora ou internamente, de forma a estabelecer com as plantas uma relação de cooperação onde ambos ganham. Ou seja, também se trata de uma relação de mutualismo (Gliessman, 2000).  Outra contribuição importante dos fungos é aquela exercida pelas espécies chamadas de “bolores”. Os quatro gêneros mais comuns de bolores são: Penicillium, Mucor, Fusarium e Aspergillus. Todos nós conhecemos estes gêneros de fungos, pois são eles que colonizam os alimentos (frutas, pães) no processo de decomposição, quando aparecem pontos esverdeados ou brancos sobre a comida. Estes bolores também habitam os solos em quantidades inumeráveis, sendo muito eficientes na decomposição da matéria orgânica no solo: eles continuam a decompor mesmo quando as bactérias e outro organismos param de funcionar. São, portanto, verdadeiros “recicladores” de nutrientes e minerais nas lavouras. Estes exemplos ilustram uma condição comum nos sistemas orgânicos de produção: quando mais diversificado for o solo em espécies de microorganismos, maiores serão as relações de cooperação entre estes organismos e as plantas cultivadas. Também serão maiores as chances de existirem neste solo, espécies que atuem como inimigos naturais dos fungos e bactérias que causem doenças ou parasitem as lavouras. A diversidade de vida microscópica favorece o equilíbrio ecológico também abaixo da superfície do solo, contribuindo para a estabilidade do sistema solo-planta-microorganismo de forma a reduzir sua vulnerabilidade a fatores externos (ataque de outros organismos, carência de alguns nutrientes, falta temporária de água, etc.).Por essas razões que na agricultura orgânica todas as práticas de manejo de solos, águas, plantas e criação animal visam criar condições que beneficiem a vida presente nos solos. Este é considerado não um mero suporte físico, mas um ecossistema cheio de vida, no qual através de complexas interações, os organismos que lá vivem irão disponibilizar tudo o que a planta precisa: ar, água, espaço para raízes e nutrientes( Primavesi. Técnicas, como a adubação e o manejo do solo e das plantas silvestres na propriedade visam alimentar esse solo vivo. Ele é a base do agroecossistema, que nada mais é do que um sistema agrícola compreendido com um ecossistema(Gliessman, 2000:629). Portanto, podemos dizer que a produção dos alimentos orgânicos resgata nos dias atuais, com o respaldo de estudos científicos, um conhecimento que os índios já possuíam no ano de 1500: que a terra é cheia de vida e, quando tratada com respeito, oferta essa vida em flores e frutos abundantes.
  A importância da vida no solo para a Agricultura