quarta-feira, 3 de abril de 2013

Agricultura Orgânica é também base para Convivência com o Semiárido

Praticada a partir de qualquer modo de irrigação, a agricultura orgânica tem ganhado cada vez mais a adesão de agricultores e agricultoras do Semiárido. Os projetos com os quais o Irpaa trabalha tem procurado incentivar esta prática, que, além de ser ambientalmente sustentável, reduz os gastos necessários à produção.
Agricultura Orgânica é também base para Convivência com o Semiárido Na região do São Francisco, esta ação se faz cada vez mais necessária, pois à medida que a agricultura irrigada se desenvolveu, convencionou-se que o uso de fertilizantes e defensivos químicos era uma prática necessária ao bom rendimento da produção. Esta prática então se expandiu, mas pouco se pensou nos prejuízos trazidos ao meio ambiente e às pessoas de um modo geral. O uso de agrotóxicos contribui para a compactação e perda de nutrientes da solo, tornando a terra, com o passar do tempo, contaminada e improdutiva. Além do solo, causa também danos à saúde humana, tanto de quem produz quanto quem consome os alimentos.
 Ao contrário desta prática, que além dessas desvantagens traz também um alto custo financeiro para os produtores, a produção de adubos e defensivos orgânicos aproveita recursos muitas vezes existentes em abundância nas propriedades. Relacionando a produção animal e vegetal, os produtores podem preparar compostos e biofertilizantes que podem agir como repelentes, inseticidas, fungicidas ou adubos que fortalecem a planta e permitem a produção de alimentos saudáveis.
, depende da preparação e aplicação correta, respeitando a necessidade da planta e a dosagem adequada de cada produto.
 A prática da agricultura orgânica pode acontecer tanto na agricultura irrigada quanto de sequeiro e nos diversos modo de trabalho, desde a agricultura familiar, comunitária, como nos sistemas de meeiro ou patronal.
 Conheça alguns importantes adubos ou defensivos que podem ser facilmente produzidos a partir de algumas orientações técnicas:
ESPECIFICAÇÃO
AÇÃO
ORIENTAÇÕES


Esterco (possui todos os nutrientes que as plantas precisam)




Deixa a terra mais fofa para facilitar a infiltração da água e circulação de oxigênio, o que permite uma melhor ação dos microrganismos.
Antes de aplicar nas plantas        curtir o esterco por uma média de 30 dias, molhando e revolvendo uma vez por semana. Nesse período ocorre a fermentação, que se for feita junto a raiz da planta esta pode morrer devido ao calor da fermentação.

Biofertilizante (Adubo líquido)
Pode ser usado como pulverizador para controle de insetos e fungos causadores de doenças.
Deve ser curtido também por 30 a 45 dias e aplicado apenas 20% da capacidade de um pulverizador, completando-o com água.


Urina de vaca (Adubo folear)
Nutre a planta e atua como repelente de insetos nocivos ao desenvolvimento da mesma.
Após 3 dias de colhida (tempo para fermentação) deve ser aplicado 200 ml diluídos em 20 litros de água. Após a fermentação tem validade de 1 ano e pode ser aplicada no solo ou diretamente nas plantas.

Nim (frutas ou folhas verdes)
Usada no controle de mais de 400 tipos de pragas (Fungicida, inseticida, repelente)
Bate com água em pilão ou liquidificador. Para fazer a aplicação 2 quilos de frutas ou folhas verdes devem ser diluídos em 15 litros de água. Só pode ser armazenado por até 3 dias.

terça-feira, 2 de abril de 2013

DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS

Os principais sintomas de deficiência nutricional, fatores associados e medidas de correção são relacionados a seguir. A falta ou insuficiência de nutrientes debilita e atrasa o desenvolvimento das plantas, que passam a apresentar sintomas de deficiência nutricional.  Nitrogênio: A exigência do elemento é maior nos primeiros estádios de crescimento. Em sua falta ou insuficiência, o crescimento da planta é retardado e as folhas mais velhas tornam-se verde-amareladas
Se a falta do nutriente for prolongada, toda a planta apresentará esses sintomas. Em casos mais severos, ocorre redução do tamanho dos folíolos, e as nervuras principais apresentam uma coloração púrpura, contrastando com um verde-pálido das folhas. Os botões florais amarelecem e caem. As condições que predispõem à deficiência são: insuficiência de fertilizante nitrogenado, baixo nível de matéria orgânica no solo, elevado nível de matéria orgânica não decomposta no solo, deficiência de molibdênio (Mo), compactação do solo, intensa lixiviação e seca prolongada. A correção faz-se pela aplicação de nitrogênio, preferencialmente na forma nítrica, em cobertura ou foliar.
Fósforo: A deficiência de fósforo é observada com freqüência em solos de baixa fertilidade e nos que possuem elevada taxa de adsorsão desse nutriente, como os solos de cerrados.
taxa de crescimento das plantas é reduzida desde os primeiros estádios de desenvolvimento (Figura 2). As folhas mais velhas adquirem coloração arroxeada, em razão do acúmulo do pigmento antocianina (Figura 3). Em estádios de desenvolvimento mais tardios, as folhas apresentam áreas roxo-amarronzadas que evoluem para necroses. Essas folhas caem prematuramente, e a planta retarda sua frutificação. A absorção de fósforo pelo tomateiro é afetada principalmente pela concentração de fósforo na solução do solo. A acidez ou a alcalinidade do solo, o tipo e a quantidade de argila predominante, o teor de umidade, a compactação do solo, o modo de aplicação dos fertilizantes e as temperaturas baixas na fase de emergência das plantas também afetam a absorção desse nutriente. A correção do solo pode ser feita preventivamente com a aplicação de adubo fosfatado antes do plantio.
Potássio: É o nutriente mais extraído pelo tomateiro. A deficiência de potássio torna lento o crescimento das plantas; as folhas novas afilam e as velhas apresentam amarelecimento das bordas, tornando-se amarronzadas e necrosadas (Figura 4). O amarelecimento geralmente progride das bordas para o centro das folhas. Ocasionalmente verifica-se o aparecimento de áreas alaranjadas e brilhantes. A falta de firmeza dos frutos, em muitos casos, é também devida à deficiência de potássio.
O teor de potássio no solo, a taxa de lixiviação, a calagem excessiva ou a presença de altos teores de cálcio, magnésio e amônia no solo afetam a disponibilidade de potássio para a planta. A correção pode ser feita com a adubação em cobertura de sulfato ou cloreto de potássio, seguida de irrigação. Cálcio: O sintoma característico da deficiência de cálcio inicia com a flacidez dos tecidos da extremidade dos frutos, que evolui para uma necrose deprimida, seca e negra (Figura 5). O sintoma é conhecido como podridão estilar ou "fundo-preto". Em condições em que ocorrem períodos curtos de deficiência – principalmente quando ocorrem mudanças bruscas de condições climáticas –, observam-se tecidos necrosados no interior dos frutos, cujo sintoma é conhecido como coração preto (Figura 6). Eventualmente verificam-se, em condições de campo, deformações das folhas novas e morte dos pontos de crescimento.                      Geralmente, qualquer fator que diminua o suprimento de cálcio, ou interfira em sua translocação para o fruto, pode provocar deficiência.
Assim, fatores como irregularidade no fornecimento de água, altos níveis de salinidade, uso de cultivares sensíveis, altos teores de nitrogênio, enxofre, magnésio, potássio, cloro e sódio na solução do solo, pH baixo, utilização de altas doses de adubos potássicos e nitrogenados – principalmente as fórmulas amoniacais – e altas taxas de crescimento e de transpiração contribuem para o aparecimento do sintoma.
Previne-se a deficiência de cálcio com a aplicação adequada de corretivos e com a adoção de um manejo eficiente de irrigação, evitando que a planta sofra estresse hídrico, principalmente nas fases de florescimento e crescimento dos frutos. A correção da deficiência é feita com pulverização foliar de cloreto de cálcio a 0,6%, dirigida às inflorescências. Magnésio: A deficiência de magnésio é bastante comum em plantações de tomate e caracteriza-se por uma descoloração das margens dos folíolos mais velhos, que progride em direção à área internerval, permanecendo verdes as nervuras (Figura 7). Quando a deficiência é mais severa, as áreas amarelas vão escurecendo, tornando-se posteriormente necrosadas. Sintomas causados por infecção de vírus podem ser confundidos com deficiência de magnésio Solos ácidos, arenosos, com alto índice de lixiviação e altos níveis de cálcio, potássio e amônio afetam a disponibilidade de magnésio. Previne-se a deficiência com a aplicação adequada de calcário dolomítico ou de sulfato de magnésio (30 kg/ha) no solo, antes do plantio. A correção pode ser feita com pulverização foliar de sulfato de magnésio a 1,5%. A aplicação foliar conjunta de uréia favorece a absorção de magnésio.
Enxofre: Os sintomas de deficiência de enxofre são semelhantes aos de nitrogênio, ou seja, as folhas apresentam coloração verde-amarelada. Entretanto, neste caso, as folhas novas são as primeiras a serem afetadas. As plantas deficientes geralmente apresentam o caule lenhoso, duro e de pequeno diâmetro. As condições que promovem a deficiência de enxofre são as mesmas relatadas para o nitrogênio, acrescidas de excessivo uso de "adubos concentrados", normalmente sem enxofre. Não há necessidade de adubação específica para fornecimento de enxofre. Em casos especiais, a utilização de gesso agrícola, na dosagem de 800 kg/ha, aplicado antes do plantio, juntamente com a calagem, ou a aplicação de sulfato de potássio ou de magnésio, no plantio, previnem a deficiência.
     





sexta-feira, 22 de março de 2013

Dia Mundial da Água: cisternas contribuem para melhoria da qualidade de vida no Semiárido
Mesmo com a seca, ainda há gente que não troca a propriedade no sertão por um lugar onde chova mais. Nesta sexta-feira (22) em que se comemora o Dia Mundial da Água, proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) reforça o compromisso de universalizar o acesso à água para as famílias mais pobres do Semiárido. Até 2014, o MDS investirá R$ 705 milhões na construção de cisternas de placas para captação e armazenamento de água na região.

Com o Programa Água para Todos, o governo federal quer que os agricultores familiares do Semiárido deixem de percorrer quilômetros com baldes e tonéis ou abandonem suas terras no período de seca. As cisternas de captação de água e as tecnologias para produção estão garantindo a permanência das famílias e a convivência com o Semiárido.

O agricultor Abelmanto Carneiro de Oliveira é uma dessas pessoas. Com a mulher e a filha, ele tem uma propriedade de 10 hectares na Comunidade de Mucambo, a 16 quilômetros do município de Riachão do Jacuípe (BA). Antes de ter a primeira cisterna, construída em 2004 com recursos próprios, a família bebia água de um tanque de barro que também era destinada aos animais. Em 2008, o agricultor construiu uma nova unidade de captação e armazenamento de água, com apoio do MDS.

O sertanejo aprendeu a conviver com a estiagem rotineira, a garantir a segurança alimentar e nutricional de sua família e a aproveitar melhor o período escasso de chuva. Nos poucos dias que chovem no Semiárido, as pessoas têm que encher as cisternas, açudes e outras tecnologias para consumo, irrigação e criação de animais. “A chuva vem de uma vez e de forma irregular. Só faz água mesmo a chuva de verão, aquela de trovoada, entre novembro e dezembro. E, às vezes, só chove dois dias nesse período”, conta o agricultor.

Além de plantar e criar cabras e ovelhas, ele vende a produção excedente ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). “Aqui é um lugar bom de viver, é um paraíso, mesmo com as dificuldades. Quem sabe conviver com a falta de água, acaba sendo um vencedor.”

domingo, 10 de março de 2013

VISITA EXITOSA NO SITIO DEMONSTRATIVO DO PROJETO VIDA DO SOLO EM MUCAMBO

Foto: Chegada da visita exitosa no sitio demonstrativo do projeto VIDA do SOLO em Mucambo, a FETAG Bahia realiza um de seu intercambio com os agricultores do municípios de Santa Barbara, Agua Fria e Feira de Santana para conhecer as técnicas aqui usadas.Chegada da visita exitosa no sitio demonstrativo do projeto VIDA do SOLO em Mucambo, a FETAG Bahia realiza um de seu intercambio com os agricultores dos municípios de Santa Barbara, Agua Fria e Feira de Santana para conhecer  
 as técnicas aqui aplicadas.
Momento em que apresentavamos a prática sobre nutrição das plantas, nutrientes onde os vegetais exigem em grandes quantidades e onde encontrar a disponibelidade desses nutriêntes na propria propriedade, sistema de produção.
Foto: Momento em que apresentavamos a prática sobre nutrição das plantas, nutrientes onde os vegetais exigem em grandes quantidades e onde encontrar a disponibelidade desses nutriêntes na propria propriedade, quanto também conhecer o sistema radicular de uma planta, o pessoal aproveitaram bastante e entenderam que é necessario pará pra conhecer melhor o seu sistema de produção.Quanto também conhecer o sistema radicular de uma planta, o pessoal aproveitaram bastante e entenderam que é necessario pará pra conhecer melhor o seu sistema de produção.
O projeto Vida do Solo vem construindo cidadania e transformando a agricultura em uma agricultura sustentavel com base na agroecologia, vem reconstruindo o espasso em que vive em um espasso harmonioso.

sábado, 9 de março de 2013

DIA DE CAMPO SERA REALIZADO COM 65 AGRICULTORES DO RECÔNCAVO BAIANO

Foto: conhecendo as tecnologias de captação de agua são sistema de barraginhas sucessivas para agua subterranea.     Amanhã o projeto Vida do Solo estará realizando um dia de campo com 65 agricultores do recôncavo baiano, são agricultores acompanhados pela FETAG Bahia na chamada publica de ater onde será uma grande troca de experiência entre agricultor e técnicos, é mais uma vez o projeto vida do solo construindo cidadania e transformando o semiárido em uma agricultura com base na agroecologia, venham conhecer também as tecnologias de captação de agua emplantadas no sitio demonstrativo são sistema de barraginhas sucessivas para reabasticer as aguas subterranea.
Foto: Apresentando a bomba MALHAÇÃO com sua capacidade de vasão, fiquei hoje muito contente a EMBRAPA de Cruz das Almas na pessoa de Dr: Marcelo Ribeiro Romano realizou um teste de vasâo da bomba Malhação foi mesmo supreendente 1.320 litros por horas podendo chegar a 1.480 me trás muita segurança ai esta eu mostrando pra todos o funcionamento.A bomba MALHAÇÃO é auvo com sua capacidade de vasão, fiquei hoje muito contente a EMBRAPA de Cruz das Almas na pessoa de Dr: Marcelo Ribeiro Romano realizou um teste de vasâo da bomba Malhação foi mesmo surpreendente 1.320 litros por horas podendo chegar a 1.480 me trás muita segurança ai esta a demonstração pra todos como funcionam. Abel e Jacira idealizador do projeto agradece.

O MÉRITO RECONHECIDO PELA ASA BRASIL.


Presados amigos quero neste momento socializar com todos vocês.
Hoje uma reporte da Asacom, (assessoría de comunicação da ASA Brasil em Recife na pessoa de Veronica me traz um notícia fabulosa), recebi hoje à tarde por telefone uma proposta pra concorrer a um premio destaque como um dos agricultores que aprendeu de verdade a conviver com o semiárido e concorrendo com mais dois agricultores de Pernambuco, fico feliz, pois estou representando a Bahia, é isso que Abel vem fazendo, quem sabe serei o vencedor! O prémio vem da ideia de uma rede de revista publicando as ideias e as inovações encontradas no semiárido brasileiro, motivo de muuuuuito orgulho pra quem reconhece o mérito, agradeço por todos que me apoiaram e se eu conquistar será em homenagem a todos vocês.

terça-feira, 5 de março de 2013

A contribuição dos organismos que vivem no solo:

   
 A agricultura é a arte de colher o sol. Esta frase, divulgada nos cursos de Agronomia, expressa o quanto a agricultura depende de fenômenos e elementos naturais mais do que qualquer outra atividade econômica conhecida. Isso ocorre porque a produção agropecuária depende de uma capacidade especial que só os vegetais possuem dentre todas as espécies vivas: a de sintetizar seu próprio alimento. Porém, assim como todos os demais seres vivos, as plantas também precisam de água e nutrientes minerais que são retirados pelas raízes do solo. Entretanto, somente as plantas podem “fabricar” as substâncias orgânicas que necessitam para sua nutrição e o fazem através de um processo bioquímico chamado de fotossíntese, o qual depende da energia do sol para acontecer. Fotossíntese pode ser definida como uma complexa cadeia de reações, realizada através da energia luminosa absorvida por pigmentos especiais (como a clorofila), que resulta na síntese de compostos orgânicos (açúcares) a partir de gás carbônico e água(Modesto & Siqueira, 1981:13.9). Todos os demais compostos essenciais para estrutura e metabolismo celular da planta são produzidos através desses compostos orgânicos resultantes da fotossíntese. E como todos os organismos vivos dependem dos vegetais para sobreviver, podemos dizer, que a vida na Terra depende do processo de fotossíntese para existir. É esta energia do sol condensada e sintetizada nos tecidos vegetais em compostos orgânicos que torna os alimentos combustíveis para o crescimento e desenvolvimento de todas as espécies no planeta. Contudo, essa energia não fica estanque nos corpos dos animais que se alimentam das plantas: ela vai sendo gradativamente dissipada na medida em que um animal consome outro até a morte e a degradação dessa matéria orgânica pelos organismos chamados de decompositores. É sobre a importância desses e de outros organismos que vivem nos solos que vamos tratar. Os fungos e bactérias decompositores desempenham um papel fundamental na reciclagem dos elementos químicos na natureza. Eles se nutrem dos cadáveres de plantas e animais, decompondo-os, ou seja, transformando as substâncias orgânicas desses corpos em outras mais simples, posteriormente reutilizadas para a síntese de novas moléculas orgânicas. Se não ocorresse esse reaproveitamento de elementos químicos ao longo das gerações, em breve se esgotariam os recursos naturais existentes para constituir novos seres vivos. Nesse sentido, a vida está continuamente sendo recriada, a partir dos mesmos átomos(Amabis & Martho, 1994).  Além de decomporem a matéria orgânica e permitirem a reciclagem de minerais nos ecossistemas ao longo dos séculos, os microorganísmos (fungos, bactérias e algas) e também aqueles visíveis a olho nu (minhocas, formigas, cupins, coleópteros, etc) realizam uma série de atividades fundamentais para a sobrevivência de plantas e animais.  No solo as principais atividades dos organismos são, a decomposição da matéria orgânica, produção de húmus, reciclagem de nutrientes e energia, fixação de nitrogênio atmosférico, produção de compostos complexos que causam agregação do solo, decomposição de alguns compostos poluentes e controle biológico de pragas e doenças. A seguir, serão apresentados alguns exemplos da contribuição desses organismos para a agricultura orgânica. A contribuição dos organismos que vivem no solo: alguns exemplos As minhocas ao cavarem galerias pelos solos, favorecem a passagem de ar e água no interior deste, tornando os solos mais porosos e facilitando a penetração das raízes das plantas no mesmo. Ao se alimentarem da matéria orgânica no solo e de minerais, as minhocas também contribuem para aumentar a fertilidade dos campos cultivados, visto que podem produzir até 18.000 Kg de dejetos por hectare. Estes resíduos do trato digestivo das minhocas contém grandes quantidades de nitrogênio ( na forma de nitrato), cálcio. Magnésio, potássio e fósforo, assim como pH favorável ao desenvolvimento e nutrição das raízes das plantas cultivadas. Essa influência benéfica das minhocas é importantíssima para a agricultura nos trópicos, visto que os solos das regiões tropicais são naturalmente mais pobres em nutrientes minerais que os das regiões mais frias do planeta.  Além disto, não apenas as minhocas, mas também os cupins e as formigas ao manipularem, ingerirem e excretarem material de solo, ajudam a formar microagregados e a construir poros, tornando a estrutura do solo mais resistente aos processos naturais de erosão pelos ventos e chuvas. Deste modo, podemos dizer que a disponibilização de nutrientes feita pelas minhocas e outros seres vivos é um valioso serviço para incrementar a fertilidade e melhorar a estrutura física dos solos tropicais, tornando as propriedades agrícolas menos dependente de práticas como a aração ou de insumos (adubos, sais minerais) externos. Buscando fortalecer a biodiversidade presente no solo, os agricultores orgânicos aplicam uma série de técnicas para incrementar a matéria orgânica nos 30 cm superficiais do solo, onde a concentração desses organismos vivos é imensa. Outra contribuição importante é a das bactérias do gênero Rhizobium. Elas podem viver livremente no solo, porém, quando as plantas da família das leguminosas estão presentes, estas bactérias preferem se associar às raízes das plantas. Elas habitam as raízes das leguminosas, formando nódulos que podem ser vistos a olho nu como pequenas bolinhas, nas quais vivem milhares de bactérias. Em troca de açúcares e outros nutrientes que as leguminosas lhe fornecem, as bactérias do gênero Rhizobium captam o nitrogênio do ar e disponibilizam para suas plantas hospedeiras, numa relação em que os dois organismos se beneficiam e que é chamada de “mutualismo” pela biologia. Sem a presença destas bactérias, as leguminosas não teriam capacidade para captar sozinhas o nitrogênio da atmosfera e teriam seu desenvolvimento limitado pela falta deste nutriente essencial, presente nas moléculas das proteínas. Dependeriam, portanto, exclusivamente da adubação feita pelo agricultor, o que implicaria em maiores custos para a produção de alimentos e também em indesejáveis efeitos ambientais, como a poluição das águas subterrâneas pelo uso de adubos sintéticos de alta solubilidade. Além disto, se a adubação for realizada com estes fertilizantes altamente solúveis o custo energético para o planeta é alto: em geral se gasta 02 L de petróleo (recurso natural não renovável) para se produzir 01 L de nitrato, matéria-prima dos adubos que fornecem nitrogênio às plantas (Paschoal, 1994)  Além de realizarem o trabalho de captação do nitrogênio do ar a custo zero para os agricultores, quando as leguminosas morrem e se decompõem na lavoura (restos das culturas após a colheita), o nitrogênio volta a ficar disponível no solo para os próximos cultivos, fechando o ciclo da fixação biológica (feita pelas bactérias) e do aproveitamento de nitrogênio na agricultura.  Certas espécies de fungos existentes no solo também contribuem com algumas espécies comerciais (milho, feijão, maçã e morango), fornecendo água e minerais em troca de uma dieta de açúcares. Estes fungos possuem estruturas especiais chamadas de micorrizas que se conectam às raízes das plantas pelo lado de fora ou internamente, de forma a estabelecer com as plantas uma relação de cooperação onde ambos ganham. Ou seja, também se trata de uma relação de mutualismo (Gliessman, 2000).  Outra contribuição importante dos fungos é aquela exercida pelas espécies chamadas de “bolores”. Os quatro gêneros mais comuns de bolores são: Penicillium, Mucor, Fusarium e Aspergillus. Todos nós conhecemos estes gêneros de fungos, pois são eles que colonizam os alimentos (frutas, pães) no processo de decomposição, quando aparecem pontos esverdeados ou brancos sobre a comida. Estes bolores também habitam os solos em quantidades inumeráveis, sendo muito eficientes na decomposição da matéria orgânica no solo: eles continuam a decompor mesmo quando as bactérias e outro organismos param de funcionar. São, portanto, verdadeiros “recicladores” de nutrientes e minerais nas lavouras. Estes exemplos ilustram uma condição comum nos sistemas orgânicos de produção: quando mais diversificado for o solo em espécies de microorganismos, maiores serão as relações de cooperação entre estes organismos e as plantas cultivadas. Também serão maiores as chances de existirem neste solo, espécies que atuem como inimigos naturais dos fungos e bactérias que causem doenças ou parasitem as lavouras. A diversidade de vida microscópica favorece o equilíbrio ecológico também abaixo da superfície do solo, contribuindo para a estabilidade do sistema solo-planta-microorganismo de forma a reduzir sua vulnerabilidade a fatores externos (ataque de outros organismos, carência de alguns nutrientes, falta temporária de água, etc.).Por essas razões que na agricultura orgânica todas as práticas de manejo de solos, águas, plantas e criação animal visam criar condições que beneficiem a vida presente nos solos. Este é considerado não um mero suporte físico, mas um ecossistema cheio de vida, no qual através de complexas interações, os organismos que lá vivem irão disponibilizar tudo o que a planta precisa: ar, água, espaço para raízes e nutrientes( Primavesi. Técnicas, como a adubação e o manejo do solo e das plantas silvestres na propriedade visam alimentar esse solo vivo. Ele é a base do agroecossistema, que nada mais é do que um sistema agrícola compreendido com um ecossistema(Gliessman, 2000:629). Portanto, podemos dizer que a produção dos alimentos orgânicos resgata nos dias atuais, com o respaldo de estudos científicos, um conhecimento que os índios já possuíam no ano de 1500: que a terra é cheia de vida e, quando tratada com respeito, oferta essa vida em flores e frutos abundantes.
  A importância da vida no solo para a Agricultura

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O PROJETO VIDA DO SOLO VAI ATÉ ICHU E PREPARA AGRICULTORES PARA PRODUZIREM COM BASE AGROECOLOGICA.

PROJETO AGUA NA ESCOLA FINANCIADO PELA PEPICICO CERÁ CONSTRUIDO 16 SISTERNAS NO MUNICÍPIO DE ICHU-BA ( texto ichu notícia )

Ainda na sexta-feira com o tema principal voltado a estiagem na região, algumas dicas foram abordadas sobre água, subsolo, conhecimentos sobre plantas, e foi citado como exemplo  o umbuzeiro que pode armazenar 3.000,litros de água numa arvore adulta.

Elaborar e implementar uma política de ações produtivas para as famílias de agricultores e agricultoras familiares do semiárido brasileiro e em especial em Ichu, está sendo a proposta da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) que através da parceria com a APAEB realizou entre os dias 07, 08 e 09, treinamentos com agricultores familiares do nosso município atingidos pela longa estiagem.
O encontro aconteceu no povoado do Licuri e contou com a participação da comunidade, alé do representante da APAEB de Serrinha, o senhor José Roberto.
Uma das principais temáticas abordada foi o incentivo da construção de Cisternas de produção e de consumo para captação e armazenagem de água da chuva, como também algumas técnicas de plantio ensinada aos agricultores familiares.
Na sexta-feira dia 08, a reunião começou com um vídeo onde ensinava os métodos de sobrevivência  no semiárido, o vídeo também mostrou as técnicas de plantio, já que moramos numa região muito seca também foram mostrado a importância das construções de aguadas.
A comunidade por sua vez falou de sua experiência, e como era a comunidade a 20 anos atrás, onde segundo eles já ouve um grande avanço embora reconheçam que falta melhorar muito.
Já no sábado outras temáticas voltadas a AGROECOLOGIA que consistem em uma produtividade com prevenção ao meio ambiente foi destacado pelo palestrante Abelmanto Carneiro de Oliveira. Ele ressaltou a importância de se produzir na terra sem prejudica-lo, com ações simples que consequentemente nos garante uma melhor qualidade de vida com alimentações mais saldáveis.
A intenção do movimento segundo o palestrante, é mostrar ao agricultor que em pequenas propriedades pode se viver bem, bastando apenas uma transformação nas mentalidades das pessoas dentro do contexto agroecológico, e isso já está sendo feito nas palestras que vem acontecendo nem só em Ichu como também em outros municípios, destacou.
Ele também lembrou outros projetos como UMA TERRA E DUAS ÁGUAS, projeto AGUADAS, ÁGUAS PARA TODOS, MAIS ÁGUA dentre outros que faz parte da transformação do semiárido em um lugar bom para se viver.
 A agricultora Maria Alves Conceição da Silva, mais conhecida como dona Deinha (52 anos) que mora no povoado do Licuri, achou muito importante a palestra que aconteceu nesses três dias, segundo ela vários assuntos abordados ela não sabia e agora ficou sabendo.
Ela disse ainda que se impressionou bastante com a técnica ensinada para fazer hortas, e a utilização da palma torrada para alimentação das galinhas, porcos, ovelhas e bois. Ela garante que vai passar para todos seus famíliares e para os vizinhos sobre o que tem aprendido no encontro. Ela ressalta que alguns experimentos vai realizar em breve, principalmente do adulbo a partir das fezes dos animais e também da farinha de palmas para alimentos de animais.
Nesta segunda-feira dia 11 no programa Ichu Notícias da Rádio Independente FM, você confere a entrevista realizada com Abelmanto o palestrante do evento, além da entrevista com dona Deínha do Licuri que falou das técnicas que aprendeu no encontro. O programa vai ao AR a partir do meio dia.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

AS 20 LIÇÕES DO AGRONEGÓCIO PARA A RIO+20
 CAPRINOS
A menos de 100 quilômetros dali, em Riachão do Jacuípe, o pequeno produtor Abelmanto Carneiro, de 39 anos, garante sua produção de caprinos e ovinos com as cisternas obtidas pelo P1+2. Com elas, ele conseguiu não só desafiar a seca, como também fez bom proveito dela. Por preços bem inferiores, comprou 14 cabeças de produtores que se desfizeram dos animais por falta de alimento na seca. O novo rebanho, além das 40 cabeças que já criava, tem garantido ao produtor uma média de 7 litros de leite diariamente. “Comprei por R$ 300 cada cabra de leite, que custa R$ 1.200. Me preparei para isso”, conta. Para ampliar o rebanho num período crítico, Carneiro estocou 1,5 tonelada de alimento para os animais durante o último inverno. A dieta das cabras – composta por palhada de milho, farelo de palma, mandacaru desidratado, capim, sorgo e sementes – vem toda da propriedade.
Embora caprinos e ovinos sejam mais adaptáveis à seca em relação aos bovinos, a maioria dos produtores da região resiste em adotar as criações. A situação começa a mudar depois do trabalho de conscientização do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do município, com auxílio da ONG Movimento de Organização Comunitária (MOC). “Mas ainda são menos de 50% dos produtores que criam. Estão começando a ver que a cultura gasta menos e se adapta melhor à seca”, afirma o presidente do sindicato, Renivaldo Miranda.
      Além das cisternas conquistadas via P1+2, Carneiro conta ainda com reservatórios de água que ele mesmo construiu. A propriedade de 10 hectares tem hoje capacidade para armazenar quase 1,9 milhão de litros de água. “E eu não penso em parar por aí”, revela.
       A chuva ainda não deu sinais de aparecer na região com força para reabastecer os reservatórios, mas o produtor já tem planos para a próxima estiagem. Quer aumentar a estrutura para estocar alimento animal para adquirir novas cabeças e está construindo outra para fazer o confinamento dos ovinos para abate. “Quando chove, a gente tem excesso de alimento que não consegue aproveitar”, explica.
      Quase metade do município vive da produção agropecuária – 14 mil dos 33 mil habitantes. Mas ainda são apenas 20 as cisternas calçadão construídas pelo P1+2 em Riachão do Jacuípe. A ousada meta de construção de 1 milhão de cisternas para consumo deve ser atingida até 2014, segundo previsão estipulada pela presidente Dilma Rousseff, com o apoio do programa Água para Todos. (Fonte Globo Rural)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

CONSEITO DE UMA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL


  A agricultura sustentável prossegue três objetivos principais: 
   a conservação do meio ambiente,
   unidades agrícola  lucrativas, e a criação de comunidades
   agrícolas prósperas. Estes objetivos têm sido definidos de
   acordo com diversas filosofias, práticas e políticas,
   tanto sob o ponto de vista do agricultor como do consumidor. 
Refere-se, portanto, à capacidade que uma determinada
unidade agrícola (ou, numa perspectiva global, o próprio
planeta) tem de continuar a produzir, numa sucessão sem
 fim, com um mínimo de aquisições do exterior. As plantas
cultivadas dependem dos sais minerais presentes no solo e
           na água, do ar e da luz do sol como recursos para produzir o seu próprio alimento através da
           fotossíntese. Esse alimento (o amido, e não só) é também a base da alimentação humana.
           Quando é feita a colheita, o agricultor está a recolher aquilo que foi permitido à planta produzir
           com os recursos que tinha à sua disposição. Recursos esses que
           têm de ser repostos para que o ciclo de produção continue. Caso contrário, existe a sua exaustão
           e a terra torna-se estéril. Ainda que a luz do sol, o ar e a chuva estejam, praticamente, disponíveis
           na maior parte das localizações geográficas do planeta, os nutrientes presentes no solo são
           facilmente exauríveis. Resíduos das plantas cultivadas, o azoto fixado por bactérias que vivem em
           simbiose na raiz de algumas leguminosas, ou o estrume dos animais criados nas unidades
           agrícolas consideradas são alguns dos meios possíveis para repor os sais minerais
           necessários ao desenvolvimento de novas colheitas. O próprio trabalho agrícola, executado
           pelo ser humano, de forma autónoma ou com a ajuda da tração animal deve ser contabilizado
           nesta perspectiva de "reciclagem" energética, já que se pode supor que estes se podem
           alimentar exclusivamente do que é produzido na unidade agrícola. A aquisição de produtos ou
           serviços exteriores à unidade agrícola, como fertilizantes para as plantas ou combustível
           fóssil para máquinas reduz a sustentabilidade, já que torna a comunidade dependente de
           recursos não-renováveis e pode incorrer em externalidade negativa. Quanto maior for a
           autonomia da unidade agrícola, ao não necessitar de aquisições exteriores no sentido de manter
           os mesmos níveis de produção, maior será o nível de sustentabilidade do seu sistema de produção.
               




domingo, 3 de fevereiro de 2013

AGROECOLOGIA: PROCESSOS ECOLÓGICOS EM AGRICULTURA SUSTENTÁVEL.

Os conceitos da agroecologia podem ser aplicados em qualquer sistema e escala de produção, o projeto VIDA do SOLO vem observando e desenvolvendo técnicas  e se dedica ao ensino com aulas práticas nas áreas rurais valorizando o homem no espasso em que vivem tornando-o e preparando para o convivio no ambiente, diante de suas pesquisas e experiências de produção agroecológica na agricultura local nos sistemas de produção em pequenas propriedades rurais, do manejo agrícola tradicional ao convencional.
O projeto VIDA do SOLO nota que a agroecologia vem  buscando princípios para uma resposta do entendimento de como funcionam a natureza e os sistemas naturais. Essa resposta posiciona diante da Ecologia uma ciência que oferece muitos conhecimentos, metodologias de entendimentos de como funciona a natureza, de como a natureza se manteve depois de tanto tempo e como se adapta às mudanças com o tempo também. Vem trazendo esses conceitos e conhecimentos à agricultura buscando sempre parceria com outras organizações para uma perspectiva de novos conhecimentos.
Para o projeto vida do solo, a agricultura moderna, num certo grau, perdeu sua base ecológica. O que se vê é que agroecologia está oferecendo à sociedade uma forma de reintroduzir as bases ecológicas. Assim, ela reflete a aplicação dos conceitos e princípios ecológicos no desenho e manejo de agroecossistemas  sustentáveis. No tocante à agricultura sustentável, para o projeto vida do solo, esta seria uma agricultura que protege a base dos recursos naturais e permite uma economia viável e também propõe um aspecto social justo e aberto com todos que fazem parte do ambiente. Uma das principais críticas feitas à agroecologia é de que não seria possível produzir alimentos para todos se a produção for ecológica. Mas, para  mim  há duas formas de contestar essa crítica. Pode-se perguntar se a agricultura convencional está levando alimento à mesa das famílias e produzindo alimentos suficientes para todos. Há muita fome no mundo. Para se ter uma ideia  a agroecologia é realidade. Segundo os conhecimentos que vêm sendo desenvolvidos, é possível produzir mais em menos áreas com o enfoque agroecológico do que pelo enfoque convencional, porque o convencional sempre vai pensar no mercado externo. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

SINECOLOGIA


sinecologia  é o ramo da ecologia que estuda as comunidades1, ou seja, as relações entre os indivíduos de várias espécies e o meio em que eles vivem. Ao contrário da ecologia clássica (autoecologia), voltada para o estudo dos indivíduos, a sinecologia objetiva compreender a influência da dinâmica das populações por meio do estudo das relações entre os indivíduos de uma espécie e os fatores ambientais, nos ecossistemas e nas próprias comunidades. A sinecologia aborda também, os conceitos relacionados à transferência de energia e matéria nos ecossistemas (ciclos tróficos e de biomassa
Assim como o termo autoecologia, o termo sinecologia foi utilizado pela primeira vez botânico Carl Schroter (Die Vegetation Des Bodensees, 1902) e adotado durante o III Congresso Internacional de Botânica de Bruxelas (1910), mas ainda como um campo pouco explorado devido às restrições teóricas existentes na época. Apenas com o surgimento da concepção holística que culminou na Teoria Geral dos Sistemas publicada por Bertalanffy em 1968, e das descobertas nas áreas eletrônica e atômica é que a sinecologia passou a contar com os instrumentos necessários para estudar sistemas complexos e iniciar sua fase experimental.
Em 1974 durante o I Congresso Internacional de Ecologia a sinecologia é defendida como o único escopo verdadeiro da ecologia. No entanto, também é admitida a dificuldade ainda existente em se realizar estudos que adotem essa abordagem, ressaltando a realidade de que o estudo das comunidades, na maioria dos casos, resume-se, praticamente, a mera compilação de dados colhidos de forma independente.
Mesmo assim, o estudo das comunidades continua como princípio fundamental para a compreensão dos sistemas ecológicos e das comunidades que, segundo a teoria geral dos sistemas, possui características genuinamente novas que existem apenas em níveis superiores, de maior complexidade, e não no nível dos indivíduos, as chamadas características emergentes. Sendo assim, algumas propriedades dos ecossistemas não poderiam ser entendidas através apenas do estudo de suas partes constituintes, mas exigiriam uma abordagem integrada.
Na prática a sinecologia atualmente divide-se em duas abordagens: a estática e a dinâmica. A primeira, também chamada de sinecologia descritiva, busca obter conhecimentos sobre a composição, frequência, distribuição e outras características dos grupos, o que faz através do estudo descritivo destes grupos em um ambiente determinado. Já a sinecologia dinâmica, ou sinecologia funcional, tem seu foco voltado para a descrição dos grupos a suas inter-relações (inclusive dos indivíduos) sob um aspecto dinâmico, podendo ainda subdividir-se no estudo da composição das comunidades (agrupamentos de indivíduos), ou no estudo da estrutura destas comunidades (em botânica, por exemplo: estruturas arbóreas, herbáceas e etc.).
1 Conjunto de populações que habitam uma mesma área ao mesmo tempo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

UMA REFLEXÃO SOBRE O PROJETO VIDA DO SOLO.

 O projeto vida do Solo ao longo do tempo tem sido um marco pra comunidade de Mucambo como todo o Nordeste, é preciso que as pessoas neste momento façam um raio X, em 08 de maio de 2004 uma iniciativa foi tomada de um agricultor familiar humilde, corajoso e determinado com uma perspectiva de criar uma nova forma de fazer agricultura, com isso trazendo um outro olhar com técnicas simplificada e adaptada a realidade do Semiárido e a caatinga, desde 2004 se teve a ideia de trabalhar crianças e adolescentes da comunidade formando e construindo futuros agricultores e isso vem repercutido a todo o Estado da Bahia sendo visto em outros como sergipe, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e pernambuco e vem criando influência em outros países, hoje vejo Mucambo uma comunidade fazendo história construindo conhecimento transformando a mente de muitas pessoas especialmente de agricultores.  
Quero neste momento socializar aos amigos que amanhã dia 10 quinta-feira estarei recebendo um jornalista da Holanda pra fazer uma matéria sobre a seca e como estou convivendo com ela, o foco é as atividades do projeto Vida do Solo saber como funciona o projeto, e a comunidade de Mucambo foi escolhida para este momento divulgar as simples tecnicas na qual permite viver bem mesmo com este problema cíclico, motivo de muito orgulho.É asim a história do projeto vida do solo precisamos muito de apoio de parceria venha você tambem junte-se a nós faça diferente.